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sábado, 8 de janeiro de 2011

Fique Atento: nem tudo que é natural pode fazer bem a saúde

Muitos acreditam que tudo o que é consumido na forma natural é benéfico, porém, isto não é verdadeiro, pois alguns tipos de vegetais podem ser maléficos à saúde. Como por exemplo:
  • Maçã: Contém toxinas em suas sementes;
  • Batata: Não utilizar se a casca estiver esverdeada, pois, pode ser sinal da presença de substância tóxica. Algumas espécies possuem alcaloides tóxicos que podem causar náusea, dor de estômago, arritmia cardíaca, paralisia, entre outros problemas, porém, as qualidades vendidas nas feiras e supermercados não apresentam toxidez;
  • Mandioca: A do tipo doce não apresenta problemas em relação à toxidez. A mandioca-brava merece atenção, não devendo ser consumida crua, pois contém ácido cianídrico, que pode provocar morte. E importante ressaltar que este tipo de mandioca é utilizada na produção de farinha, porém, no processamento, todo o veneno é eliminado;
  • Broto de Samambaia: Não comumente consumida no país, é muito utilizada na cultura japonesa. O broto apresenta substâncias cancerígenas que podem levar à doença no estômago.
Estes são alguns exemplos dos alimentos que devemos ter uma cautela em relação ao consumo, agora, em relação aos fitoterápicos  podemos dizer  que estes são classificados como plantas medicinais que apresentam ações benéficas à saúde, principalmente na prevenção e tratamento de algumas enfermidades.

Quanto à sua segurança, existem órgãos que fiscalizam a comercialização destes produtos, tais como: a Botânica (que se refere à identificação do material vegetal); Farmacêutica (onde é definida a maneira ideal de preparo); Ensaios Biológicos (fase de testes frequentes, inclusive em animais) e Etapa Clínica (dividida em quatro partes, onde o medicamento é usado primeiro em poucas pessoas, depois em indivíduos doentes, em seguida prolonga-se o tempo de uso, para, só então, expandir o uso em um número maior de pacientes, o que vai comprovar a eficácia e funcionalidade de tal fitoterápico).

É preciso ressaltar que alguns cuidados devem ser tomados, como, por exemplo, a restrição do uso para mulheres grávidas e lactantes (em fase de amamentação), pois algumas substâncias podem interferir negativamente na fase de gestação e torna-se um fator abortivo.

O médido e o nutricionista orientam seus pacientes sobre como fazer o uso correto do fitoterápico, que precisa ser reconhecido e adequado às normas da ANVISA (quando industrializados). A segurança dos fitoterápicos deve ser a mesma dos medicamentos convencionais e devem ser registrados no Ministério da Saúde antes da comercialização.

Dicas importantes:
  • No momento da compra a atenção deve ser redobrada. Fique atento a origem, a data de validade, a vedação da embalagem, a etiqueta, a aparência e ao aspecto dos fitoterápicos;
  • Siga corretamente as instruções de preparo, dosagem e consumo dos fitoterápicos, pois, assim como um medicamento eles podem apresentar feitos colaterais, principalmente, se utilizado de maneira incorreta;
  • Caso apresente alguma enfermidade crônica, como: diabetes, problemas renais, hipertensão, doença cardíaca procure um profissional habilitado (médico ou nutricionista) para verificar a possibilidade de utilizado do fitoterápico;
  • Atenção: uma mesma planta pode ter diferentes nomes populares. Ou ao contrário, plantas diferentes podem ter o mesmo nome popular;
  • As plantas devem ser armazenadas em vidros, de preferência escuros, em local seco e arejado;
  • Os chás devem ser consumidos sempre frescos, não guardar para o dia seguinte;

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