Se os cuidados com a alimentação das crianças já é um fator importante no dia a dia, nas férias – especialmente as de verão – essa atenção precisa ser ainda maior. Além da qualidade dos alimentos consumidos, observar como eles são preparados e armazenados também é outro fator importante.
Mas para que não haja problemas é importante estar atento à higienização das frutas, legumes e verduras. A melhor maneira é sempre lavar esses alimentos com água filtrada ou então fervida (depois de deixá-la esfriar até a temperatura ambiente, claro). Para ampliar o efeito dessa higienização, é possível deixar esses alimentos “de molho” (imersos por 10 minutos) em uma solução clorada, ou seja, potencializada com produtos à base de cloro, como água sanitária ou mesmo alguns preparados vendidos em supermercados e farmácias.
“Uma colher (sopa) de água sanitária em 1 litro de água é a receita mais indicada. No caso dos preparados prontos, melhor seguir as instruções do fabricante. Mas é importante lembrar: depois de deixar de molho é bom lavar esses alimentos para não deixar resquícios da solução clorada, prestando atenção para que a água utilizada para essa segunda lavagem também seja filtrada ou fervida”, lembra Kátia.
Variedade dos alimentos
Para Márcia Kodaira, coordenadora das unidades pediátricas do HSC, a alimentação deve ser variada e balanceada. Não se deve deixar de lado o consumo de carnes, por exemplo, mas ficar atento ao preparo.
“Crianças, por exemplo, devem consumir carnes bem passadas. Isso diminui o risco da ingestão de agentes que possam levar a alguma condição de saúde. O hambúrguer e a carne moída especialmente, pois o processo que dá origem a esses alimentos pode abrir brechas para que os micro-organismos se instalem mais facilmente”, explica Márcia.
E entre a frigideira e a grelha, prefira a segunda. A carne grelhada tem menos gordura no processo. Isso em dias quentes é bom evitar, explicam as especialistas. Já a carne de frango e os ovos, que podem ser uma boa opção de fonte de proteína animal, também não escapam da regra “quanto mais bem passado melhor”. Isso porque esses alimentos podem transmitir a bactéria Salmonella”.
Alimentos cozidos são melhor ainda, aponta Kátia. “Especialmente no caso dos preparados fora de casa. O óleo de fritura pode ter sido reaproveitado, por exemplo. No caso dos alimentos cozidos, o controle desses micro-organismos pode ser mais efetivo”, diz. E se não há escapatória da fritura, melhor que seja feita na hora e à vista do freguês, sugere a nutricionista.
Mas e as carnes cruas, como aquelas encontradas na culinária japonesa (sushis e sashimis), árabe (o quibe cru) e italiana (o carpaccio)? “A não ser que seja algo fresquíssimo, com origem muito bem conhecida e onde o manuseio seja extremamente cuidadoso, melhor fugir desses pratos”, alerta Márcia. O cuidado com esses pratos deve ser o mesmo que o tomado com as maioneses feitas em casa ou consumidas nos restaurantes. Melhor evitar para não ter problemas nos dias seguintes.
Para as crianças que viajaram com seus pais para a praia, outra dica importante é evitar os crustáceos, pois assim como a carne de porco, são muito alergênicos e podem comprometer a saúde das crianças abaixo dos 5 anos de idade. “Para os maiores de 1 ano, uma boa opção é o peixe, tomando cuidado com os espinhos, que todo pai e mãe já estão alertas”, sugere Márcia.
Dicas
• Abuse das frutas, verduras e legumes, mas dobre os cuidados com a higiene
• Carnes: opte pelas bem passadas e fuja das carnes cruas
• Frango e ovos: cuidado redobrado com a procedência
• Prefira alimentos grelhados ou cozidos aos fritos
• Crustáceos e carne de porco: crianças devem evitar, pois são mais alergênicos (causam alergia)
• Se você for a supermercados na praia, fique de olho nos alimentos comprados e nos aspectos do produto.
• Se optar se alimentar fora de casa, escolha com atenção o local onde você e sua família vão comer
• As altas temperaturas podem comprometer a digestão: mastigue melhor
• Evite sal em excesso nos alimentos consumidos em dias quentes
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