O Brasil entrou para o grupo de países com baixa ocorrência de cáries. Segundo levantamento sobre saúde bucal do Ministério da Saúde, divulgado nesta terça-feira, em Brasília, o índice que colocou o Brasil no grupo é identificado pela sigla CPO - dentes cariados, perdidos e obturados.
Entre as crianças de 12 anos, o índice caiu de 2,8 para 2,1. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), esse índice deve estar entre 1,2 e 2,6. A faixa etária de 12 anos é usada como referência pela OMS, pois nesta idade a dentição permanente está praticamente completa.
A quantidade de cáries dentárias nas crianças brasileiras de 12 anos caiu 26% desde 2003 até novembro deste ano. A pesquisa mostra que aumentou o número de crianças nesta faixa etária que nunca tiveram cárie: em 2003, eram 31 milhões; em 2010, foram registradas 44 milhões.
Segundo o Ministério da Saúde, este é o primeiro levantamento nacional feito sobre saúde bucal no Brasil. O estudo dividiu os resultados da pesquisa em cinco faixas etárias: cinco anos, 12 anos, 15 a 19 anos, 35 a 44 anos e 65 a 74 anos. A pesquisa foi feita em 177 municípios brasileiros, nas 26 capitais e no Distrito Federal, e abrangeu a situação da saúde bucal de 38 mil pessoas.
Entre os adolescentes de 15 a 19 anos, houve uma redução de 30% nos dentes cariados, perdidos e obturados entre 2003 e 2010. Na faixa etária entre 35 e 44 anos, o índice CPO caiu de 20,1 em 2003 para 16,3 em 2010, uma queda de 19% no período.
O resultado da pesquisa leva em consideração a implantação do programa Brasil Sorridente, em 2004. O programa incluiu um dentista, um auxiliar e um técnico em saúde bucal em cada equipe de Saúde da Família - médicos, assistentes sociais e enfermeiros que fazem atendimento médico em casas ou escolas. O programa tem 20,3 mil equipes de saúde bucal atendendo em 85% dos municípios brasileiros.
De acordo com a pesquisa, há um déficit de 7 milhões de próteses dentárias, demandadas principalmente pelos idosos acima de 65 anos. De acordo com a pesquisa, 3 milhões de idosos necessitam da prótese total, das duas arcadas dentárias, e outros 4 milhões precisam de prótese parcial. Atualmente, o Brasil tem 664 laboratórios produzindo 480 mil próteses por ano.
Região Norte
De acordo com o levantamento, todas as regiões brasileiras apresentaram melhora no índice CPO, com exceção do norte brasileiro. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou que este será um dos problemas enfrentados pela gestão de Alexandre Padilha, próximo titular da pasta, no governo Dilma Rousseff.
O coordenador de saúde bucal do ministério, Gilberto Pucca, explica que a região Norte do País apresenta dificuldades no acesso ao tratamento. "Há cidades distantes, municípios de pequeno porte e equipamentos odontológicos diferenciados. (É necessário) dobrar o número de centros especializados na região norte e levar tecnologia adequada, como barcos, equipamentos portáteis", disse.
Foto: Getty Images
Sol, piscina e praia. É uma combinação perfeita para muitos, menos para os ouvidos. A junção do calor e umidade em excesso podem provocar inflamações e infecções no ouvido, conhecida como otite externa.
Dor intensa e desconforto são alguns dos sintomas que atingem as pessoas nesta época do ano e, por isso, precisam de alguns cuidados, como alerta o otorrinolaringologista Marcelo Alfredo, do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa, de Santo André. "É uma inflamação que atinge os extremos da idade. As crianças, porque geralmente abusam em ficar mais tempo na água; e os idosos porque têm uma diminuição na resistência", disse o especialista.
Também conhecida como "ouvido de nadador", normalmente a infecção é causada por bactérias e fungos que penetram por meio de lesões na pele, que recobrem a orelha externa.
Veja na galeria de fotos como evitar esses problemas.
Causas
As causas são as mais diversas e podem ser provocadas por trauma, pelo uso de objetos, pelo próprio dedo, atritos, água contaminada, remoção da cera que protege o canal do ouvido. Exposição ao sol e má alimentação nesse período, diminuindo a resistência do organismo, também estão associadas ao problema.
O médico adverte também sobre a manipulação do cotonete, que pode provocar ferimentos. O ouvido possui mecanismos de autoproteção, sendo necessária somente a higienização da parte externa da orelha, dispensando o objeto.
Sintomas
Dor, coceira, secreção, inchaço e diminuição da audição são os principais sintomas da doença, que pode ser diagnosticada por um exame otológico, que permite visualizar o interior do ouvido.
"Ao notar um desses sintomas procure um médico. Assim, caso seja diagnosticado o tratamento, já é feito com antibióticos e anti-inflamatórios para pingar no local. Dependendo do avanço da inflamação, a medicação é via oral", afirmou o especialista.
Segundo ele, o alívio já é notado no dia seguinte e a inflamação tende a desaparecer em cinco dias.
Dor intensa e desconforto são alguns dos sintomas que atingem as pessoas nesta época do ano e, por isso, precisam de alguns cuidados, como alerta o otorrinolaringologista Marcelo Alfredo, do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa, de Santo André. "É uma inflamação que atinge os extremos da idade. As crianças, porque geralmente abusam em ficar mais tempo na água; e os idosos porque têm uma diminuição na resistência", disse o especialista.
Também conhecida como "ouvido de nadador", normalmente a infecção é causada por bactérias e fungos que penetram por meio de lesões na pele, que recobrem a orelha externa.
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Causas
As causas são as mais diversas e podem ser provocadas por trauma, pelo uso de objetos, pelo próprio dedo, atritos, água contaminada, remoção da cera que protege o canal do ouvido. Exposição ao sol e má alimentação nesse período, diminuindo a resistência do organismo, também estão associadas ao problema.
O médico adverte também sobre a manipulação do cotonete, que pode provocar ferimentos. O ouvido possui mecanismos de autoproteção, sendo necessária somente a higienização da parte externa da orelha, dispensando o objeto.
Sintomas
Dor, coceira, secreção, inchaço e diminuição da audição são os principais sintomas da doença, que pode ser diagnosticada por um exame otológico, que permite visualizar o interior do ouvido.
"Ao notar um desses sintomas procure um médico. Assim, caso seja diagnosticado o tratamento, já é feito com antibióticos e anti-inflamatórios para pingar no local. Dependendo do avanço da inflamação, a medicação é via oral", afirmou o especialista.
Segundo ele, o alívio já é notado no dia seguinte e a inflamação tende a desaparecer em cinco dias.
