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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Brasil entra em grupo de países com baixa ocorrência de cáries

O Brasil entrou para o grupo de países com baixa ocorrência de cáries. Segundo levantamento sobre saúde bucal do Ministério da Saúde, divulgado nesta terça-feira, em Brasília, o índice que colocou o Brasil no grupo é identificado pela sigla CPO - dentes cariados, perdidos e obturados.
Entre as crianças de 12 anos, o índice caiu de 2,8 para 2,1. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), esse índice deve estar entre 1,2 e 2,6. A faixa etária de 12 anos é usada como referência pela OMS, pois nesta idade a dentição permanente está praticamente completa.
A quantidade de cáries dentárias nas crianças brasileiras de 12 anos caiu 26% desde 2003 até novembro deste ano. A pesquisa mostra que aumentou o número de crianças nesta faixa etária que nunca tiveram cárie: em 2003, eram 31 milhões; em 2010, foram registradas 44 milhões.
Segundo o Ministério da Saúde, este é o primeiro levantamento nacional feito sobre saúde bucal no Brasil. O estudo dividiu os resultados da pesquisa em cinco faixas etárias: cinco anos, 12 anos, 15 a 19 anos, 35 a 44 anos e 65 a 74 anos. A pesquisa foi feita em 177 municípios brasileiros, nas 26 capitais e no Distrito Federal, e abrangeu a situação da saúde bucal de 38 mil pessoas.
Entre os adolescentes de 15 a 19 anos, houve uma redução de 30% nos dentes cariados, perdidos e obturados entre 2003 e 2010. Na faixa etária entre 35 e 44 anos, o índice CPO caiu de 20,1 em 2003 para 16,3 em 2010, uma queda de 19% no período.
O resultado da pesquisa leva em consideração a implantação do programa Brasil Sorridente, em 2004. O programa incluiu um dentista, um auxiliar e um técnico em saúde bucal em cada equipe de Saúde da Família - médicos, assistentes sociais e enfermeiros que fazem atendimento médico em casas ou escolas. O programa tem 20,3 mil equipes de saúde bucal atendendo em 85% dos municípios brasileiros.
De acordo com a pesquisa, há um déficit de 7 milhões de próteses dentárias, demandadas principalmente pelos idosos acima de 65 anos. De acordo com a pesquisa, 3 milhões de idosos necessitam da prótese total, das duas arcadas dentárias, e outros 4 milhões precisam de prótese parcial. Atualmente, o Brasil tem 664 laboratórios produzindo 480 mil próteses por ano.
Região Norte
De acordo com o levantamento, todas as regiões brasileiras apresentaram melhora no índice CPO, com exceção do norte brasileiro. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou que este será um dos problemas enfrentados pela gestão de Alexandre Padilha, próximo titular da pasta, no governo Dilma Rousseff.
O coordenador de saúde bucal do ministério, Gilberto Pucca, explica que a região Norte do País apresenta dificuldades no acesso ao tratamento. "Há cidades distantes, municípios de pequeno porte e equipamentos odontológicos diferenciados. (É necessário) dobrar o número de centros especializados na região norte e levar tecnologia adequada, como barcos, equipamentos portáteis", disse.

Vitamina D e Sol diminuem risco de câncer de mama

Segundo tipo mais frequente no mundo, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres. E, de acordo com uma pesquisa francesa, uma dieta com fontes de vitamina D combinada à exposição solar (que também produz vitamina D) pode reduzir o risco da doença.

Cientistas do Centro de Investigação em Epidemiologia e Saúde da População acompanharam 67.721 pessoas do sexo feminino entre 41 e 72 anos ao longo de uma década. Suas dietas e os níveis de raios ultravioletas de onde viviam foram levados em consideração. Até o fim do período de análise, 2871 desenvolveram a patologia.
A equipe constatou que habitar regiões com maiores níveis de raios UV está associado a uma probabilidade menor (de quase 10%) de ter o problema em comparação com quem está em locais com taxas menores de UV. Mas o maior efeito protetor foi observado na associação de elevada radiação ultravioleta e mais consumo de vitamina D (alimentos ou suplementos). As chances são até 43% menores. Dieta rica em vitamina D, mas sem sol, não trouxe benefícios.
O pesquisador Pierre Engel disse ao jornal Daily Mail que é importante lembrar do crescimento do risco de câncer de pele ao mencionar o sol. Mas afirmou que acredita que o aumento dos níveis de vitamina D por exposição razoável ao sol (tomando as precauções necessárias) e alimentos específicos deva ser incentivado.
Testes sugerem que a vitamina D possa ter uma série de efeitos anticâncer, como retardar a propagação das células doentes. O levantamento mostrou que cerca de 45% da vitamina D referente à alimentação das voluntárias veio de peixes e frutos do mar, 16% de ovos, 11% de produtos lácteos, 10% de óleos e margarinas, e 6% de bolos.

Cientistas solucionam mistério sobre a mais mortal das bactérias

  • Cepa da bactéria Staphylococcus aureus Cepa da bactéria Staphylococcus aureus
Cientistas finalmente encontraram uma resposta a um dos grandes mistérios sobre a mais mortal das bactérias, Staphylococcus aureus – por que ela ataca principalmente humanos, e não animais. E agora eles têm uma ideia de por que alguns humanos são especialmente suscetíveis a essa bactéria, que mata 100 mil norte-americanos por ano – muito mais que qualquer outro micróbio.
Num estudo divulgado na última quarta-feira, pesquisadores da Universidade Vanderbilt relatam que o estafilococo evoluiu para focar em regiões específicas da hemoglobina humana, de forma a estourar a molécula e se alimentar do ferro em seu interior. As pessoas resistentes ao estafilococo, eles suspeitam, podem ter leves variações genéticas que ajustam as regiões da hemoglobina buscadas pela bactéria, tornando-as impenetráveis ao ataque.
O estudo é parte de uma visão mais geral sobre genes e doenças. Com novas ferramentas para examinar em detalhes as leves variações genéticas, pesquisadores estão se perguntando por que algumas pessoas pegam certas doenças e outras não, e por que alguns morrem de doenças que outros simplesmente ignoram. Com o estafilococo, por exemplo, 30% da população carrega a bactéria em seus narizes, sem mostrar sinais de infecção.
Especialistas em estafilococos dizem que a descoberta, publicada na edição de 16 de dezembro de “Cell Host & Microbe”, responde muitas perguntas sobre a bactéria e indica novas direções para pesquisas.
“É um trabalho impressionante”, disse Frank DeLeo, chefe de patogênese bacteriana humana no Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas. “Isso está movendo toda a área para frente”.
O trabalho começou em 2002, quando Eric P. Skaar era estudante de pós-doutorado e fascinado pelo estafilococo.
“Essa bactéria é a pior ameaça à saúde pública”, afirmou ele. “Ela é a principal causa de infecções cardíacas e de pele, a principal causa de infecções em tecidos moles. É uma grande causa de pneumonia. É a causa número um das infecções hospitalares”.
A bactéria pode estabelecer residência em qualquer tecido do corpo, acrescentou ele.
O estafilococo, segundo ele, “é como se fosse um bicho sinistro”.
Porém, como todos os organismos, ele precisa de ferro, e Skaar imaginava como ele o obtinha. A resposta, conforme descobriu, é que a bactéria “estoura glóbulos vermelhos e agarra o ferro”.
Agora, como professor-associado na Vanderbilt, Skaar fez uma pergunta que ninguém jamais havia pensado em fazer: será que a bactéria gosta de algumas hemoglobinas mais do que outras?
Escala evolutiva
Ele criou estafilococos no laboratórios, dando-lhes sangue de diferentes animais, de ratos a babuínos a seres humanos. Eles definitivamente preferiam sangue humano, relatou Skaar no novo artigo, mas havia também uma clara tendência: quanto mais alto o animal estava na escala evolutiva, mais a bactéria gostava de seu sangue.
Então Skaar e seus colegas encontraram a proteína do estafilococo que se prende à hemoglobina, e descobriram que ela se agarra a segmentos da proteína sanguínea que existem especificamente em humanos. Ela pode se prender a segmentos similares em hemoglobinas animais, mas com menos avidez.
Finalmente, os pesquisadores infectaram duas classes de ratos. Uma tinha ratos comuns de laboratório, com hemoglobina normal de ratos. A outra tinha hemoglobina metade humana e metade rato. A classe com hemoglobina de humanos e ratos teve 10 vezes mais bactérias crescendo em seus órgãos.
Isso explica por que é tão frustrante estudar infecções por estafilococos em ratos, disse Mark S. Smeltzer, da Universidade do Arkansas. Pesquisadores usam ratos, que são baratos e prontamente disponíveis, para estudar tratamentos e vacinas contra a bactéria. Mas sempre foi muito difícil infectá-los – os cientistas precisam injetar neles uma quantidade tão grande de bactéria que, segundo Smeltzer, “tudo acaba ficando irreal”.
A quantidade era imensamente maior do que o necessário para muitas, se não a maioria, das infecções em humanos, explicou ele. O novo estudo explicou por que, acrescentou ele, e sugeriu uma maneira de contornar o problema – usar ratos com hemoglobina humana.
Suscetibilidade
Porém, para Skaar, o resultado também sugeriu uma resposta a uma das questões mais prementes sobre infecções por estafilococos em humanos: por que um terço da população tem a bactéria no nariz e não fica doente, enquanto para os outros, uma infecção por estafilococo pode ser fatal?
“Na minha opinião, essa é a pergunta mais importante sobre a biologia do S. aureus atualmente”, afirmou Skaar.
Seu trabalho, segundo ele, sugere a existência de fatores genéticos que determinam a suscetibilidade a infecções entre espécies. Existiriam também fatores genéticos que determinam a suscetibilidade dentro de uma espécie, a espécie humana?
Ele tem uma forma de descobrir. Existem pequenas diferenças genéticas bem caracterizadas em hemoglobinas em meio a diferentes pessoas. E o Centro de Medicina Vanderbilt possui um banco de genes com o DNA de milhares de seus pacientes. Skaar está usando esse banco para examinar os genes da hemoglobina de todos os pacientes que tiveram infecções por estafilococos, e compará-los às sequências de genes de pacientes que não foram infectados. Ele espera que, caso haja variações entre hemoglobinas humanas que determinem a suscetibilidade à bactéria, ele provavelmente as encontrará.
Sua esperança, disse ele, é que no futuro um paciente entre num hospital e, como parte de um pré-atendimento de rotina, os médicos determinem, pela hemoglobina da pessoa, se devem se preocupar com o estafilococo. Aqueles que fossem suscetíveis receberiam antibióticos intravenosos antes de procedimentos de risco, como cirurgias.
“Essa é a possibilidade mais instigante”, afirmou Skaar. “Simplesmente saber que você é mais suscetível seria de grande valor”.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Laticínios podem diminuir risco de diabetes tipo 2

  . Foto: Getty Images O ácido graxo trans-palmitoléico pode diminuir o risco de desenvolver diabetes tipo 2
Foto: Getty Images

Gosta de saborear queijo, leite, iogurte, manteiga? Pois saiba que o hábito pode ser benéfico à sua saúde. De acordo com uma pesquisa americana, um componente dos laticínios, o ácido graxo trans-palmitoléico pode diminuir o risco de desenvolver diabetes tipo 2.
Cientistas da Escola de Saúde Pública de Harvard e colaboradores de outras instituições examinaram 3736 pessoas, acompanhadas ao longo de 20 anos. Amostras de sangue armazenadas em 1992 foram utilizadas nos testes, como informou a publicação Annals of Internal Medicine.
Em comparação com os participantes de níveis baixos do ácido, os com taxas elevadas apresentaram chance 60% menor de ter diabetes. Segundo o site Science Daily, o composto não é produzido pelo organismo. Por ser obtido justamente a partir da gordura do leite, melhor não exagerar no consumo de seus derivados. Mais estudos são necessários para comprovar seus benefícios.

Comeu demais e saiu da dieta durante o Natal? Hora de voltar à linha

Pode ser um happy hour pesado no último dia do trabalho, a ceia de Natal em família ou um churrasco com os amigos. Nessa época do ano sua alimentação balanceada – aquela que você faz tanto esforço para manter equilibrada e não engordar excessivamente – pode ficar, digamos assim, fora de prumo. O que fazer depois de uma festa alimentar além da conta?
916537 sxc Comeu demais e saiu da dieta durante o Natal? Hora de voltar à linhaA primeira coisa é não se culpar e afogar as mágoas em um pote de sorvete. Uma pequena meta (ou missão) alimentar durante alguns dias é o suficiente para pôr tudo em ordem novamente e voltar aos trilhos. Não veja essas dicas como uma obrigação, mas como uma forma de renovar a motivação na sua dieta saudável.
• Manhã seguinte: sem culpa
Ok, o dia anterior foi pesado (literalmente). Não se culpe e não seja excessivamente crítica com o passado. Seja honesta consigo mesma, reconheça que você é humana e, portanto, comete pequenos deslizes. Mas é hora de recomeçar a se alimentar de forma adequada.
Em hipótese alguma pule o café da manhã. Frutas, fibras e proteína animal (leite, queijo, ovos, presunto, etc.) são imprescindíveis para que a sensação de saciedade perdure mais tempo. Um bom café da manhã evita que você coma em excesso no almoço.
• Não pule refeições
E se você quer perder alguns gramas nos próximos dias, não pule refeições, apenas diminua um pouco em cada uma. Diminuindo entre 50 e 100 calorias em cada uma delas ao final de uma semana você pode chegar a diminuir em 1.000 calorias sua ingestão alimentar (considerando o pior cenário). Quer melhorar essa conta? Aumente em 10% o tempo da sua rotina de exercícios semanal (você tem uma, certo? Leia mais AQUI).
• Almoço: invista nos vegetais e nas carnes
No almoço, foque nos vegetais e em proteínas novamente (uma boa carne grelhada é a pedida). Aproveite e vá anotando tudo o que come. Assim você pode se programar melhor e seu nível de atenção sobre a própria alimentação volta a ficar em estado de alerta. Mas lembre-se que o exercício de anotar – saber o que se come – é mais importante do que fechar contas exatas de calorias.
• Fome ou sede?
Durante todo o dia não se esqueça de tomar bastante líquidos. Muitas vezes a sede pode ser confundida com a sensação de fome. E quando a fome bater de verdade, especialmente entre as refeições, tenha em mãos algo saudável para passar o tempo. Pode ser uma fruta ou um sanduíche preparado antes de sair de casa (pão integral e queijo branco, por exemplo). Lembre-se: comer a cada 3 ou 4 horas é importante para manter seu organismo sempre em atividade e queimar calorias o dia todo.
• Bom sono
À noite, tente dormir cedo. Uma pesquisa da Universidade de Case Western Reserve, nos EUA, mostrou que uma boa noite de sono contribui para manter o organismo equilibrado em várias instâncias, incluindo o que diz respeito ao apetite.
• Diminua o sal
Um dia comendo demais pode significar um dia comendo sal em excesso. Isso quer dizer que você retém mais líquidos e, portanto, parece, e provavelmente está mais pesada. Diminua a quantidade de sal nos dias seguintes. Pelo menos o cinto vai incomodar um pouco menos.
• Não perca os horários das refeições
Se seu problema foi um almoço em família no domingo, isso pode indicar que seu horário para a segunda refeição do dia atrasou em algumas horas. Um jantar de aniversário e lá se foi o horário da janta. E o que dizer do happy hour? Um verdadeiro strike em duas ou mais refeições.
Quanto antes você voltar à rotina melhor. Comer em horários regulares todos os dias faz seu organismo sentir menos fome fora de hora (seu estômago vai ficando menos preocupado em avisá-lo que é hora de pensar nele).
• Associe uma recompensa aos seus bons hábitos alimentares
Mas não chocolate, claro. Que tal um cinema acompanhado de uma fabulosa salada com um nome chique – e quase nada de calorias – em um restaurante diferente daqueles do dia a dia? Assim você pode fazer as pazes entre estômago e mente e seguir de volta ao seu plano alimentar saudável.

Em quase um terço dos casos, as três maiores preocupações do médico não incluem a principal prioridade do paciente, segundo a pesquisa

A pressão alta costuma ser uma grande prioridade para médicos. Porém, dores e depressão podem ser mais urgentes para seus pacientes. Um novo estudo, que entrevistou médicos e seus pacientes – com diabetes e pressão alta –, descobriu que, na maioria das vezes, eles concordam em pelo menos um ou dois dos problemas de saúde mais importantes que afligem o paciente.
Contudo, em quase um terço dos casos, as três maiores preocupações do médico não incluem a principal prioridade do paciente, segundo a pesquisa, especialmente se aquele item for dor ou depressão, disse Donna M. Zulman, pesquisadora do Veterans Affairs e principal autora do estudo.
O trabalho foi publicado online no dia 2 de fevereiro no Journal of General Internal Medicine.
Em quase um terço dos casos, as três maiores preocupações do médico não incluem a principal prioridade do paciente, segundo a pesquisa“A má notícia é que a probabilidade da concordância geral diminuía quando o paciente estava mal de saúde”, afirmou Zulman, que também é residente do programa Robert Wood Johnson Clinical Scholars, da Universidade de Michigan. Enquanto os médicos focam na diabetes e na pressão alta por suas graves complicações no longo prazo, disse ela, “pacientes com a saúde debilitada têm mais chances de priorizar sintomas que apresentam no dia a dia”.
As descobertas podem refletir uma falta de conhecimento sobre a importância de os diabéticos controlarem sua pressão sanguínea, disse Zulman, acrescentando que a mensagem aos pacientes é que eles devem se comunicar de forma clara e “não supor que seu médico compartilha de suas

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

4,5 milhões de idosos terão dificuldades nas atividades diárias em 2020

O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) estima que cerca de 4,5 milhões de idosos - 1,3 milhão a mais do que em 2008 - terão dificuldades para exercer as atividades da vida diária nos próximos dez anos. Desse total, 62,7% são do sexo feminino.

Os dados estão no livro Cuidados de Longa Duração para a População Idosa: Um Novo Risco Social a Ser Assumido?, que o Ipea lançou nessa quinta-feira (16), no Rio de Janeiro. O estudo foi organizado pela coordenadora da área de População e Cidadania do Ipea, Ana Amélia Camarano. 
Para ela, mesmo que a proporção de idosos com incapacidade funcional diminua como resultado de melhorias nas condições de saúde e de vida em geral, ainda assim, muito provavelmente cerca de 3,8 milhões de idosos vão precisar de cuidados de longa duração em 2020.
Segundo ela, “é urgente pensar uma política de cuidados de longa duração para a população idosa brasileira, inclusive porque a oferta de cuidadores familiares tende a se reduzir nos próximos anos”.
A coordenadora diz que o objetivo do estudo é “levantar a discussão sobre de quem é, de fato, a obrigação de cuidar das pessoas idosas e se esse cuidado tem que se transformar em um risco social".
– A questão é se essas pessoas têm o direito ou não de ser segurado do Estado, como ocorre no caso da Previdência Social e da assistência à saúde.

A pesquisadora do Ipea lembra que a Constituição Brasileira, a Política Nacional do Idoso e o Estatuto do Idoso responsabilizam as famílias por esses cuidados. Segundo ela, a publicação apresenta argumentos para que o Estado e a iniciativa privada assumam e dividam com as famílias essa responsabilidade.

Segundo ela, a ausência de uma política estruturada e articulada de cuidados formais do idoso, ponto de partida para as reflexões do estudo, faz com que “hoje, a família venha a desempenhar o papel de cuidar ou descuidar de aproximadamente 3,2 milhões de idosos sem praticamente nenhum apoio, seja do Estado ou do setor privado”. Para Ana, a ação dos órgãos governamentais é mínima.

– Eu acho que o Estado tem sim que assumir uma posição mais efetiva na criação de mecanismos de proteção e cuidado das pessoas idosas. Porque a capacidade de as famílias desempenharem esse papel está diminuindo ano a ano e, paralelamente, aumenta a demanda e alguém tem que assumir isso. A grande questão que se impõe é: esse é um risco social que o Estado deve assumir? Eu acho que sim, porque a perda da capacidade laborativa é um risco social decorrente da idade avançada. E o Estado já assumiu essa perda quando criou a Previdência Social e a aposentadoria por invalidez.

A pesquisadora lembra que os asilos são historicamente associados ao abandono familiar e à pobreza, e nessa associação está a origem do preconceito. – Não há rupturas, como se imagina. Neles existem namoros, encontros, desencontros, solidão, brigas, ‘barracos’, felicidades, tristezas e muitas outras emoções.

Só 8,5% dos homens que moram em São Paulo usam protetor solar


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O uso de protetor solar ainda não é um hábito entre os homens. Segundo levantamento do Inca (Instituto Nacional de Câncer), apenas 8,5% dos homens que moram na cidade de São Paulo costumam passar protetor solar durante o dia. A prática é importante para prevenir o câncer de pele, o mais comum entre os tumores.

Já as mulheres se protegem mais contra os raios ultravioletas (UV). O Inca aponta que 24,5% das paulistanas não saem de casa sem aplicar algum tipo de creme com bloqueador solar.  O diretor do Instituto Oncoguia, Rafael Kaliks, diz que "a mulher é mais vaidosa e sabe que a proteção solar também previne contra o envelhecimento". – O homem não se importa com isso.

De acordo com o Inca, o não melanoma, o menos invasivo dos cânceres, é mais comum em homens e atingiu mais de 53 mil pessoas do sexo masculino em todo o Brasil em 2010. O tumor está associado à exposição solar e é mais frequente em pessoas de pele clara.
Renato Santos de Oliveira, cirurgião oncológico do Hospital 9 de Julho, diz que "a regra é não se expor ao sol no período entre 10h e 16h, quando a incidência de raios UV é maior".

Obesidade aumenta chances de morte em 44%

Estudo mostra que qualquer nível de gordura é prejudicial à saúde


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As chances de morrer sobem pelo menos 88% para quem enfrenta obesidade mórbida
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Estudo realizado nos EUA revelou que as pessoas com IMC (Índice de Massa Corporal) no nível ideal correm menos riscos de morte, enquanto que aquelas com obesidade têm as chances de mortes aumentadas em 44%. A pesquisa analisou mortes por diferentes causas e identificou que pessoas não fumantes e com o IMC entre 20 e 24,9, vivem mais. Para calcular seu IMC, divida seu peso (em kg) pelo quadrado da altura (em metros). Se o resultado for menor que 20, você está abaixo do peso ideal. Se o resultado der entre 20 e 25, seu peso está normal. Acima de 25 indica sobrepeso e, a partir de 30, obesidade. Se o resultado for maior que 35, você tem obesidade mórbida.
Os pesquisadores descobriram que as pessoas obesas têm 44% mais chances de morrer. Já em pessoas com obesidade mórbida, o risco cresce entre 88% e 250%.
O estudo mostrou também que as pessoas saudáveis que nunca fumaram, mas que estavam com sobrepeso, têm 13% mais chances de morrer devido a complicações relacionadas à obesidade. As principais delas são: problemas cardíacos, AVC (acidente vascular cerebral, conhecido como derrame) e alguns cânceres.
Segundo o autor do estudo, Michael Thun, da Sociedade Americana de Câncer, qualquer nível de gordura é prejudicial à saúde.
- O estudo tem fortes evidências contra a ideia de que é bom pra saúde ter algum excesso de peso.
De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, o médico Ricardo Cohen, a pesquisa mostra que não são apenas as pessoas com obesidade mórbida que correm riscos de saúde.
- Todos que não estão no peso ideal correm um grande risco de desenvolver doenças.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Boas noites de sono ajudam as crianças a serem menos impulsivas, diz estudo

As crianças pequenas que dormem mais à noite parecem ter mais facilidade em controlar seus impulsos, além de terem melhor memória, comparadas àquelas que não dormem o suficiente, segundo estudo publicado na edição de dezembro da revista especializada Child Development. Avaliando 60 crianças canadenses com idades entre um e dois anos, os pesquisadores notaram que aquelas que dormiam mais tinham melhor desempenho em testes da função executiva - que inclui controle dos impulsos, memória e flexibilidade mental.
De acordo com especialistas da Universidade de Montreal, no Canadá, a função executiva se desenvolve entre um e seis anos de idade, mas pouco se sabia sobre o fato de algumas crianças desenvolverem melhor essas habilidades. E o estudo mostrou que os padrões de sono podem influenciar as habilidades executivas, principalmente em relação ao controle dos impulsos, independentemente da escolaridade e renda dos pais.
“Descobrirmos que o sono dos infantes está associado com as funções cognitivas que dependem das estruturas cerebrais e que se desenvolvem rapidamente nos primeiros dois anos de vida”, disse a pesquisadora Annie Bernier. “Isso pode implicar que uma boa noite de sono na infância coloca em movimento uma cascata de efeitos neurais que tem implicações nas habilidades executivas mais tarde”, acrescentou a especialista.
Em artigo publicado na revista, os pesquisadores destacaram que os resultados são similares aos de pesquisas anteriores com crianças em idade escolar, que mostram que “o sono cumpre um papel no desenvolvimento de funções cognitivas de ordem superior que envolvem o córtex pré-frontal do cérebro”. Entretanto, mais estudos são necessários para confirmação.
Fonte: Child Development. Novembro/Dezembro de 2010.

Maior consumo de frutas e verduras não previne câncer, sugere estudo

Não há evidências convincentes de que um maior consumo de frutas, verduras e legumes pode reduzir os riscos de desenvolvimento do câncer, segundo revisão de estudos realizada pela Universidade de Oxford, no Reino Unido. Avaliando diversos estudos realizados na última década, os pesquisadores descobriram que os únicos fatores “alimentares” associados ao risco de câncer são a obesidade e o consumo de bebidas alcoólicas - com o cigarro permanecendo como a maior causa da doença.
De acordo com o pesquisador Tim Key, apesar dos inegáveis benefícios do consumo de frutas e hortaliças para a saúde, há poucas evidências de que esses alimentos protegem contra o câncer. “Frutas e vegetais são uma importante parte de uma dieta saudável e uma boa fonte de nutrientes. Mas, até agora, os dados não comprovam que comer maiores quantidades de frutas e vegetais oferece muita proteção contra o câncer”, disse o especialista. “No entanto, há forte evidência científica que mostra que, depois do tabagismo, estar acima do peso e o álcool são dois dos maiores riscos de câncer”.
Em artigo recentemente publicado no British Journal of Cancer, os especialistas destacam que as pessoas com sobrepeso produzem maiores níveis de alguns hormônios, e isso pode contribuir para o aumento no risco de câncer de mama; e o excesso de peso poderia aumentar também os riscos de outros tipos de câncer, como de intestino, de esôfago, o pancreático e o renal. Em relação ao álcool, eles explicam que sua quebra no organismo produz uma substância que pode danificar as células, aumentando os riscos de câncer de boca, garganta, mama, intestino e fígado.
Para Sara Hiom, diretora da instituição britânica de pesquisas Cancer Research, poucas pessoas sabem sobre os riscos dos excessos de peso e de álcool em relação ao câncer. E, embora parar de fumar seja a melhor forma de reduzir as chances de ter a doença, é muito importante controlar o peso e reduzir o consumo de álcool. “Manter a ingestão de álcool em, no máximo, uma pequena dose por dia para as mulheres e duas para os homens, e manter o peso dentro dos limites saudáveis podem ter um enorme impacto”.
Fonte: British Journal of Cancer. Dezembro de 2010.

Iluminação das cidades piora poluição do ar em 7%

Luzes para o céu
Uma pesquisa de cientistas norte-americanos sugere que as luzes fortes das cidades podem piorar a poluição do ar.
O estudo da Administração Oceanográfica e Atmosférica dos EUA (NOAA, na sigla em inglês) indica que a claridade que é jogada para o céu interfere com reações químicas.
Essas reações normalmente ajudam a limpar o ar da fumaça dos carros e fábricas durante a noite.
O estudo da NOAA foi realizado com a ajuda de uma aeronave que sobrevoou Los Angeles e foi apresentado na reunião da União Americana de Geofísica, em São Francisco.
Limpeza noturna
Escapamentos de carros, chaminés de fábricas e outros tipos de emissões formam uma mistura de moléculas que a natureza tenta limpar.
Para esta limpeza é usado um óxido de nitrogênio que quebra elementos químicos que, de outra maneira, formariam poluição e ozônio e que transformam o ar da cidade em algo irritante para as vias respiratórias.
A limpeza geralmente ocorre durante as horas de escuridão, pois o óxido de nitrogênio é destruído pela luz do sol, por isso este óxido de nitrogênio aparece apenas durante a noite.
As novas medições do NOAA indicam que a energia de luzes que ficam acesas durante toda a noite nos grandes centros urbanos está suprimindo o óxido de nitrogênio. As luzes podem ser 10 mil vezes mais fracas do que o Sol, mas o efeito ainda é significativo.
"Nossos primeiros resultados indicam que as luzes podem desacelerar a limpeza noturna em até 7% e elas também podem aumentar em até 5% os (elementos) químicos iniciais para poluição por ozônio no dia seguinte", afirmou Harald Stark, do NOAA, à BBC.
"Precisamos trabalhar mais para quantificar o próximo passo, que será o quanto de ozônio nós podemos ter no dia seguinte. Este trabalho será importante, pois muitas cidades estão perto de seus limites regulatórios em termos de níveis de ozônio. Então, até mesmo uma mudança pequena pode ser importante", acrescentou o cientista.
A maioria das lâmpadas usadas em Los Angeles é de lâmpadas de vapor de sódio ou então halógenas. De acordo com Stark, mudar a iluminação pública para outros tipos de lâmpadas limitariam esse efeito.
Luzes vermelhas
O óxido de nitrogênio é menos afetado por luz vermelha, mas o cientista duvida que as autoridades municipais queiram iluminar as cidades com luzes vermelhas.
Mas, uma forma de lidar com o problema seria seguir as orientações ativistas que fazem campanha por "céus escuros", que afirmam que é melhor manter as luzes apontadas para o chão para evitar que o brilho apague a luz das estrelas.
"Este efeito é mais grave no alto, no ar, do que diretamente no chão. Então, se você conseguir manter a luz apontada para baixo e não a quer refletida nos céus, para partes mais altas da atmosfera, então você certamente terá um efeito muito menor", disse Stark.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Brasil reduz taxa de desnutrição infantil e atinge meta da ONU

A desnutrição infantil é um desafio já superado pelo Brasil. Entre 1989 e 2006, a proporção de crianças menores de cinco anos com baixo peso caiu de 7,1% para 1,8%. Já as com baixa altura recuou de 19,6% para 6,8%. Com essas reduções, o país alcançou uma das metas estabelecidas pela ONU para o milênio, que era erradicar a extrema pobreza e a fome.
Os dados foram divulgados nesta terça-feira (14) pelo “Saúde Brasil 2009”, publicação anual do Ministério da Saúde que reúne análises e indicadores de saúde no país.
O levantamento aponta o Brasil como um dos países que mais avançaram na redução da desnutrição infantil. Segundo a pasta, os resultados podem ser atribuídos a quatro fatores: o aumento da escolaridade materna; a melhoria do poder aquisitivo das famílias; a melhoria da atenção à saúde – principalmente para mulheres e crianças, coincidente com a expansão da Estratégia Saúde da Família (ESF) em todo o país; e o aumento da cobertura de saneamento básico, como acesso à água encanada e à rede de esgotamento sanitário.
Leite materno
A amamentação é um dos principais fatores de proteção das crianças. A alimentação exclusiva com leite materno durante os primeiros seis meses de vida protege o bebê de diversas doenças (inclusive a longo prazo, já na fase adulta), tais como diabetes, infecções respiratórias, otite, alergias, diarreia, infecções urinárias, cáries e má oclusão dentária e outras doenças. Entre 2003 e 2009, a coleta de leite materno aumentou em 56,3%. Existem, atualmente, 200 bancos de leite espalhados pelo país.

Além disso, as campanhas do ministério contribuíram para o aumento no número de doadoras de leite humano – subiu 88,4% em cinco anos, passando de 60,4 mil mulheres, em 2003, para 113,8 mil, em 2008. A Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (RedeBLH), criada em 1985, é considerada pela OMS a maior e com tecnologia mais complexa do mundo. O Brasil repassa conhecimento sobre controle de qualidade e processamento de leite materno para 22 países da América Latina, Caribe, África e Europa.

Número de adolescentes que têm filhos cai quase 20% no Brasil

O número de adolescentes de dez a 19 anos que dão à luz no Brasil caiu 18,7% entre 2000 e 2007, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (14) pelo Ministério da Saúde. Em 2000, houve 751 mil nascimentos de bebês com mães nessa idade, contra 610 mil em 2007. A queda mais forte ocorre na faixa etária entre 15 e 19 anos, com uma redução de 19%.
O estudo do ministério reforça que as brasileiras estão adiando o projeto de ter filhos. A idade média das mães brasileiras cresceu de 25,1 anos em 2000 para 25,7 em 2007.
Nesse período, houve uma queda de 15% no número de mulheres que têm filhos entre os 20 e 24 anos de idade. Apesar disso, com 84,4 mil nascimentos, essa faixa etária ainda representa a maior parte dos partos no Brasil. No mesmo período, houve uma queda de 1,5% no número de mulheres que têm filhos na idade entre 25 e 29 anos.
Enquanto isso, houve um aumento no número de bebês com mães entre 30 e 34 anos (0,45%), 30 a 39 anos (1,4%) e 40 a 44 anos (3,5%).
Apesar desse cenário, “a fecundidade do país como um todo ainda é muito precoce”, diz o ministério. Do total de partos registrados em 2007, 20% foram de mães com idades entre 15 e 19 anos e, 29% na faixa dos 20 aos 24. As regiões Norte e Nordeste são as que têm o maior número de partos nas faixas etárias mais jovens.
Otaliba Libânio Neto, diretor do departamento de análise de situação de saúde do ministério, diz que “essa é uma realidade que começa a mudar”.
– A partir de 2003, aumentou a idade média das mães no momento do parto, revertendo a tendência de aumento da fecundidade nas mulheres muito jovens observada nas décadas anteriores.

Fonte: R7

Saúde: Morfina mais acessível para doentes em cuidados paliativos


Ministra Ana Jorge apresenta Plano de Acção no Porto
O Governo quer tornar mais rápido o acesso à morfina pelos doentes em cuidados paliativos fora do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Segundo Inês Guerreiro, a coordenadora da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, é importante que a oferta de opióides injectáveis, como a morfina não seja feita apenas no SNS.
Esta é uma das propostas que esta terça-feira serão apresentadas no Porto, com a presença da Ministra da Saúde Ana Jorge. Outra iniciativa está relacionada com os institutos  de oncologia de Lisboa e Coimbra que vão passar a ser centros de referenciação  de formação profissional nesta área de cuidados.
O Plano de Acção de Cuidados Paliativos para 2010/13 prevê um modelo organizativo  dos recursos estruturais e humanos de cuidados paliativos segundo as necessidades  dos doentes, num processo de continuidade de prestação de cuidados que "dê  respostas a todos" estes doentes.


Fonte: CMJORNAL

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Se você não conseguiu se preparar para o verão, comece já um programa para entrar em forma

  • Para perder gordura e ganhar músculos, é preciso conciliar treino e alimentação equilibrados Para perder gordura e ganhar músculos, é preciso conciliar treino e alimentação equilibrados
Você nem se deu conta e o ano chegou ao fim. Aquele seu plano para começar o verão com o corpo em forma foi adiado várias vezes por causa do excesso de trabalho e só agora você vai ter tempo para se cuidar? Não tem problema. O importante é colocar os planos em prática.
Para perder gordura e ganhar músculos, seu treino e sua alimentação devem ser voltados para isso. Ficar sem comer ou fazer apenas treinos aeróbios contínuos, como correr por aí, podem fazer você perder peso, mas leva embora também sua massa magra. Ou seja: você perde músculos, seu metabolismo fica mais lento e o emagrecimento não se mantém.
Dicas de alimentação
Se você quer perder peso com saúde, preservando ou aumentando a massa muscular, precisa prestar atenção ao que come. Dietas milagrosas costumam consumir sua massa muscular e prejudicar sua saúde. O exercício precisa sempre ser acompanhado de uma dieta saudável pata fazer efeito.
Se você precisa perder gordura com urgência, ou quer muito ganhar massa muscular rápido, o ideal é consultar um nutricionista para fazer um cardápio específico para o seu corpo e os seus objetivos. A nutricionista Cristiane Mara Cedrado, do site ANutricionista (http://www.anutricionista.com/),  passou algumas dicas gerais de alimentação saudável para acompanhar um programa de atividade física. Elas não são uma prescrição de cardápio, mas indicações de bons hábitos e alertas para os erros comuns de quem quer emagrecer fazendo exercício.
"Muitas vezes os praticantes de atividade física valorizam muito o consumo de proteína, mas esquecem que são os carboidratos que fornecem energia rápida para o corpo", explica Cedrado. Sem energia, o corpo queima músculo para fazer as atividades, ocorre perda de massa muscular e diminuição do metabolismo, prejudicando tanto quem quer ganhar massa muscular, quanto quem deseja perder peso. Para favorecer o resultado, ela faz as recomendações abaixo:
- respeite o consumo de alimentos a cada 3 horas;
- monte pratos equilibrados contendo todos os grupos alimentares no almoço e jantar, ou seja, carboidrato, proteína, gordura de boa qualidade, vegetais e frutas;
- nunca faça uma atividade física em jejum, nem consuma apenas uma fruta antes do treino moderado/intenso;
- evite proteínas e carboidratos com muita gordura ruim (trans e saturadas). Ex: sorvete, margarina, bolachas, pão doce, bolos caseiros ou industrializados, leite integral, queijos amarelos, carnes gordas, pele de frango, frituras, churrasco, embutidos e frios gordos;
- consuma gorduras boas para ajudar a alcançar as necessidades calóricas, como: azeite de oliva, oleaginosas (como castanhas, amêndoas, nozes, amendoim), abacate, gordura de coco etc. Cuidado com a quantidade para não favorecer o ganho de peso;
- consuma de 3 a 5 porções de frutas por dia e de 4 a 5 pires de vegetais variados e coloridos por dia;
- o consumo de suplemento proteico/energético pode ser necessário, em alguns casos, dependendo do objetivo, tempo e  tipo de treino de cada um. Mas, para isso, consulte sempre um nutricionista, só ele pode avaliar quando, quanto e qual suplemento é necessário.
- antes do treino é necessário consumir carboidrato (energia). É uma boa dica consumir um sanduíche de pão integral com geleia ou patê + suco de fruta (isso depende muito da intensidade do treino)

- após treino, é preciso repor proteína e carboidrato. Proteína animal é interessante (atum, carne vermelha, frango ou ovo), associado a um carboidrato de rápida absorção (batata, arroz, pão, fruta, suco).

Suco de romã pode frear metástase de câncer de próstata

Pesquisadores da Universidade Riverside, da Califórnia, identificaram componentes no suco de romã que podem inibir os movimento de células cancerosas e a metástase do câncer de próstata.
A descoberta, diz Manuela Martins-Green, uma das pesquisadoras, pode ainda ter impacto no tratamento de outros tipos de câncer.
Componentes químicos do suco da romã também poderiam ser usados em outros tipos de câncerQuando o câncer de próstata reaparece no paciente depois de tratamentos como cirurgia e/ou radiação, geralmente o próximo passo é a supressão do hormônio masculino testosterona, um tratamento que inibe o crescimento das células cancerosas, pois elas precisam do hormônio para crescer.
Mas, com o tempo, o câncer desenvolve formas de resistir também a esse tratamento, se transforma em um câncer muito agressivo e sua metástase ataca a medula óssea, pulmões, nódulos linfáticos e geralmente resulta na morte do paciente.
O laboratório americano aplicou o suco de romã em células de câncer de próstata cultivadas em laboratório que já eram resistentes à testosterona - quanto mais resistente à testosterona uma célula cancerosa é, maior é a sua tendência à metástase.
Os pesquisadores então descobriram que as células tratadas com o suco de romã que não morreram com o tratamento mostraram uma maior adesão, o que significa que menos células se separavam, e também queda na movimentação dessas células.
Em seguida os pesquisadores identificaram os grupos ativos de ingrediente no suco de romã que tiveram impacto molecular na adesão das células e na migração de células cancerosas no câncer de próstata já em estado de metástase.
"Depois de identificá-los, agora podemos modificar os componentes inibidores do câncer no suco de romã para melhorar suas funções e fazer com que eles sejam mais eficazes na prevenção da metástase do câncer de próstata, levando a terapias com remédios mais eficazes", disse Manuela Martins-Green.
Outros tipos de câncer
A pesquisadora afirma que a descoberta pode ter impacto no tratamento de outros tipos de câncer.
"Devido (ao fato de) os genes e proteínas envolvidas no movimento das células de câncer de próstata serem essencialmente os mesmos que os envolvidos no movimento de células em outros tipos de câncer, os mesmos componentes modificados do suco poderão ter um impacto muito mais amplo no tratamento do câncer", afirmou.
Manuela Martins-Green explicou ainda que uma proteína importante produzida na medula óssea leva as células cancerosas a se mover para a medula onde elas poderão formar novos tumores.
"Mostramos que o suco de romã inibe a função dessa proteína e, assim, esse suco tem o potencial de evitar a metástase das células do câncer de próstata para a medula", disse.
Os próximos planos da pesquisadora são fazer testes adicionais em um organismo vivo com câncer de próstata em em fase de metástase para determinar se os mesmos componentes que foram eficazes nas células cultivadas em laboratório poderão evitar a metástase sem efeitos colaterais.

Lula: saúde não irá melhorar sem forma de arrecadar recursos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou nesta segunda-feira a derrubada da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e disse que, para melhorar a saúde no país, será preciso encontrar outra forma de arrecadar recursos para a área. "Ao deixar a Presidência da República, digo que não há hipótese de melhorar a saúde no Brasil se não arrumar uma forma de arrecadar recursos", afirmou, em discurso durante homenagem recebida no Hospital Sarah, em Brasília.
De acordo com o presidente, a derrubada do tributo que destinava recursos para a saúde foi um ato de "ódio, rancor e maldade". "Num ato de insanidade nos tiraram R$ 40 bilhões por ano que, se somar, dá mais de R$ 150 bilhões".
O presidente acrescentou que o ministro da Saúde do governo da presidente eleita, Dilma Rousseff, terá a tarefa de organizar deputados e senadores para garantir esses recursos.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Médicos dizem ter curado leucemia com células-tronco de cordão umbilical

Médicos alemães afirmaram nesta quinta-feira ter curado completamente pela primeira vez leucemia linfoblástica com transplante de células-tronco do próprio cordão umbilical de uma paciente de nove anos de idade. Os dados foram divulgados pelo banco de cordões umbilicais alemão Vita 34, uma empresa fundada em 1997 por médicos da cidade germânica de Leipzig.
Com base nas informações da empresa, a doença foi diagnosticada em uma menina alemã de três anos e, após receber tratamento de quimioterapia, comprovou que sua única possibilidade de sobrevivência era um transplante de células-tronco. "A esperança de vida da paciente se reduzia para três meses sem um tratamento de células-tronco", explica em comunicado o médico Eberhard Lampeter, diretor médico de Vita 34, quem comentou que as células cancerígenas haviam alcançado já o cérebro.
Acrescentou que os pais da pequena no momento de seu nascimento decidiram conservar seu cordão umbilical, do qual extraíram as células-tronco necessárias para o transplante.
Vita 34, o mais antigo e maior banco de cordões umbilicais da Alemanha, ressaltou que até agora 75 mil pais utilizam seus serviços. Lampeter destacou que 15 crianças, entre elas seis com danos cerebrais, foram tratadas até agora com células-tronco de seus cordões umbilicais.
A empresa centraliza suas investigações no envelhecimento, multiplicação e reprogramação das células-tronco, assim como no desenvolvimento de novos tratamentos baseados em células-tronco para tratar o diabetes de tipo 1, danos cerebrais e doenças cardíacas.

Cientistas dinamarqueses criam dieta ideal contra obesidade

Pesquisadores dinamarqueses determinaram a dieta ideal para se evitar a obesidade: rica em proteínas e pobre em glicídios, segundo estudo realizado em oito países europeus e publicado nesta quarta-feira nos Estados Unidos.
O objetivo do estudo, chamado "Diógenes", foi definir a dieta alimentar ideal para impedir ou combater a obesidade, explicaram seus autores, cujo trabalho será publicado na revista New England Journal of Medicine de 25 de novembro.
A pesquisa, que envolveu 772 famílias europeias com ao menos um filho com entre cinco e 17 anos em bom estado de saúde, e um pai com entre 18 e 65 anos, determinou que a dieta ideal é rica em proteínas e pobre em gorduras animais e glicídios. Esta dieta compreende, por exemplo, carne branca, laticínios com pouca gordura, vagens como fonte de fibras e menos pão e arroz branco, que são ricos em glicídios.
Os pesquisadores selecionaram nestas famílias os pais com excesso de peso e obesos, chegando a um total de 938 adultos. As 827 crianças destas famílias, muitas com excesso de peso, também participaram do estudo. Com a dieta ideal, não foi preciso contar calorias e os participantes puderam comer sem restrição de quantidade, destaca a pesquisa.
Os adultos foram submetidos no início do estudo a um regime de 800 calorias diárias durante oito semanas, período no qual perderam 11 quilos em média. Em seguida, foram sorteados para cumprir cinco dietas distintas, todas pobres em gordura animal, durante seis meses, para determinar a mais eficaz contra o ganho de peso. A mais rica em proteínas e mais pobre em glicídios foi a mais eficaz.
Os adultos submetidos à dieta pobre em proteínas e rica em lipídios pesaram, em média, mais 1,67 quilo, contra 0,74 quilo dos que seguiram uma alimentação rica em proteínas e pobre em glicídios. Entre as crianças, que não passaram pelo regime inicial, a dieta rica em proteínas e baixa em glicídios reduziu a taxa de excesso de peso de 46% para 15%.
Os resultados da pesquisa com as crianças foram publicados na revista americana Pediatrics. O amplo estudo foi dirigido pelos doutores Thomas Meinert Larsen e Arne Astrup, da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, e financiado por uma verba de 14,5 milhões de euros concedida pela União Europeia.

Fonte: Terra

Nova gripe volta à Grã-Bretanha e mata dez pessoas em um mês e meio

O vírus H1N1 da gripe suína, que assolou o mundo no ano passado, voltou à Grã-Bretanha, matando dez pessoas nas últimas seis semanas, disseram as autoridades de saúde, neste sábado (10).
A Agência de Proteção da Saúde da Grã Bretanha (HPA) disse que as dez mortes ocorreram em adultos, todos abaixo de 65 anos, e na sua maioria, com problemas de saúde pré-existentes.
"Nas últimas semanas, temos visto um aumento no número de casos de gripe sazonal tanto do tipo H1N1 (de 2009) e do tipo B, na comunidade", declarou o professor John Watson, chefe do departamento de doenças respiratórias do HPA.
"Também recebemos relatos de pacientes com doenças graves, que precisaram de hospitalização e de surtos de gripe em escolas de todo o país."
A gripe H1N1 eclodiu em março de 2009 e rapidamente se espalhou pelo mundo. A Organização Mundial de Saúde (OMS) disse que cerca de 18.450 pessoas morreram por causa do vírus, incluindo muitas mulheres grávidas e pessoas jovens.
Watson disse ao jornal "Independent" que a Grã-Bretanha parecia estar na vanguarda do mais recente surto, com outros países europeus começando a ter seus primeiros casos de gripe suína.
A HPA disse que frequentemente acontece de a cepa de uma pandemia tornar-se a cepa sazonal mais comum durante a próxima estação de gripe, portanto o retorno do H1N1 não foi uma surpresa.
Uma porta-voz da HPA disse que houve um aumento do relato do número de casos de gripe, nos consultórios médicos da Grã Bretanha, mas isso era esperado durante os meses de inverno.
"Em termos de números de casos de gripe, isso não é nada incomum", disse.


Fonte: G1 Noticias

sábado, 11 de dezembro de 2010

Novo teste informa perfil genético do feto por meio do sangue da mãe

O genoma completo do feto pode ser identificado no sangue da mãe, segundo pesquisadores
WASHINGTON, 9 dez 2010 (AFP) -Os cientistas descobriram um método para conhecer tudo sobre o perfil genético de um feto graças a uma simples amostra de sangue da mãe, segundo estudo publicado pela revista americana Science Translational Medicine.
Até o presente, os métodos mais confiáveis para detectar anomalias genéticas potenciais nos fetos representam um risco para a criança por nascer porque obrigam os médicos a retirar tecidos do feto perfurando o útero.

Estas técnicas, entre as quais figura a amniocentese habitualmente muito realizada, representam um dilema para as grávidas, em particular as de idade avançada, a quem se aconselha este teste, já que elas apresentam mais riscos de ter um filho vítima da trissomia 21.

Mas, segundo os pesquisadores de Hong Kong, autores do estudo, o genoma completo do feto pode ser identificado no sangue da mãe.

Segundo eles, o DNA do feto constitui cerca de 10% do plasma sanguíneo da mãe, o resto pertence a esta última.

Mas dado que as moléculas do DNA estão fragmentadas no plasma, era difícil identificar quais pertenciam ao feto e quais pertenciam à mãe.

O principal autor do estudo, Dennis Lo, e sua equipe descobriram em 1997 que o DNA do feto "flutuava" no sangue da mãe, e os laboratórios utilizaram desde então essa técnica para investigar anomalias genéticas.

Mas deviam limitar sua pesquisa a uma doença ou característica genética particular de cada vez.

Os últimos trabalhos dos pesquisadores permitiram isolar as características genéticas do feto, e depois compará-las com as da mãe e do pai.

Doença rara faz jovem dormir por até 10 dias seguidos


Quando mãe tentou acordá-la à força, Louisa ficou agitada e agressiva Enquanto a maioria dos adolescentes sofre para levantar da cama pela manhã, Louisa Ball, 16, pode levar até dez dias para despertar completamente do sono.

Ela sofre de um raro distúrbio neurológico chamado síndrome de Kleine-Levin (SKL), que já a fez dormir durante provas, aniversários de amigos e feriados inteiros.

“Eu tinha alucinações e, depois, não me lembrava de nada. De repente tudo ficava escuro e eu dormia por dez dias. Acordava e tudo estava bem de novo”, disse a jovem à BBC.

A doença se manifestou em 2008, quando a adolescente começou a cochilar nas aulas e a se comportar de forma estranha.

Levada ao médico, acabou por ser diagnosticada com a síndrome de Kleine-Levin, doença cuja causa é desconhecida e sem cura.

“Um indivíduo com SKL terá episódios de sono, geralmente com duração entre uma e três semanas, com distúrbios cognitivos nas poucas horas em que estiver acordado”, diz Tom Rico, pesquisador do Centro de Narcolepsia e SKL da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos.

Segundo ele, a síndrome às vezes se manifesta após infecções ou outras doenças. Ela geralmente afeta adolescentes do sexo masculino, que também podem apresentar hipersexualidade, irritabilidade e o hábito de comer compulsivamente.

“Durante esse período, um paciente dormirá algo entre 16 e 22 horas por dia, todos os dias, até o fim do evento.”

O tratamento recomendado é permitir que o paciente durma, e não ministrar remédios.

Quando a doença para de se manifestar, conta o médico, o indivíduo volta a dormir e a se comportar normalmente.

Rico diz que não há dados sobre a prevalência da doença, já que muitos casos jamais são diagnosticados.

A boa notícia é que ela pode desaparecer como surgiu, o que geralmente ocorre após dez ou 15 anos.

Recordações

Louisa diz se lembrar de muito pouco quando acorda de um episódio. “É tudo branco – sem sonhos. Agora eu recordo mais o que aconteceu. Antes eu não lembrava nada. Meu pai acha que meu cérebro está aprendendo a lidar com isso”, diz a jovem.

Faz mais de três meses que Louisa não apresenta sinais da doença

A síndrome quase arruinou os seus planos profissionais, já que ela dormiu durante a maioria das suas provas.

Mas a faculdade permitiu que ela se matriculasse, e hoje Louisa estuda desempenho e excelência esportiva. Seu sonho é se tornar uma dançarina.

Quando ela acorda, leva alguns dias até que volte completamente à rotina, e seu corpo fica rígido, dificultando a dança.

Médicos disseram à família que, durante os episódios de sono excessivo, é crucial acordá-la uma vez ao dia para alimentá-la e levá-la ao banheiro.

Mas Lottie, a mãe, diz que a tarefa pode ser penosa: “Já tentei forçá-la a se levantar, mas ela começa a suar e fica muito agitada e agressiva”.

Frustrados com a falta de informações sobre a doença na Grã-Bretanha, seus pais a levaram até o hospital Pitié-Salpétrière, em Paris, onde pesquisadores avaliam se o distúrbio pode ter sido causado por um gene defectivo.

Boa fase

Atualmente, Louisa vive uma fase boa: faz mais de três meses que não tem nenhum episódio da doença e, há algumas semanas, ganhou uma competição de dança.

Mas seus pais continuam a vigiá-la em busca de sinais do distúrbio.

“Às vezes eu penso ‘por que eu?’, já que sempre fui uma pessoa saudável. Mas de repente aconteceu e não há motivos. Isso me frustra”, diz a jovem.

“Mas agora me acostumei e aprendi a viver com isso. Sou uma garota especial.”

Saúde incentiva voluntários a doar sangue antes do Natal

A Secretaria de Estado da Saúde incentiva a população a doar sangue antes dos feriados de Natal e Ano Novo. O objetivo é garantir os estoques nos hospitais para o período de festas, quando o volume de doações diminui, mas há grande volume de atendimentos de emergência e cirurgias.
Em média os hemocentros do Estado costumam coletar 70 mil bolsas por mês. No período de festas de final de ano as doações chegam a cair até 40%. Já em novembro a coleta foi 15% menor que a média.
Para doar sangue basta estar em boas condições de saúde, alimentado, ter entre 18 e 65 anos, pesar mais de 50 quilos e levar documento de identidade original com foto. É recomendável evitar alimentos gordurosos nas 4 horas que antecedem a doação e não ter ingerido bebidas alcoólicas 12 horas antes. Se a pessoa estiver com gripe ou resfriado, não deve doar temporariamente.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Inquérito investigará homofobia em universidade do RS

 
 
A Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) instaurou uma comissão de sindicância e, ao mesmo tempo, pediu que a Polícia Federal (PF) investigue a origem de um e-mail com conteúdo homofóbico que circulou entre os alunos da instituição e causou protestos de grupos de defesa dos direitos dos homossexuais.
A mensagem, supostamente enviada por um aluno da instituição por meio de uma conta de e-mail coletiva, depois que uma chapa com dois integrantes homossexuais venceu a eleição para o centro acadêmico, no fim de novembro, sugere que os futuros médicos tomem atitudes para, pouco a pouco, acabar com o que considera uma peste. "No momento da consulta de uma bicha, ou recuse-se (pelos meios cabíveis em lei) ou trate-o erroneamente", propõe o texto.
Tanto a sindicância interna quanto a investigação da PF, que ainda não se manifestou sobre o assunto, vão tentar identificar o autor do e-mail, que poderá sofrer sanções da universidade e processo na Justiça.
A reitora Miriam da Costa Oliveira disse que a universidade está preocupada em dar uma resposta à sociedade no que se refere ao preconceito, contrário à pluralidade da instituição, e manifestou-se preocupada com a possibilidade de existir um só aluno da área da saúde que possa admitir dar mau atendimento a um paciente. Lembrou ainda que a missão da UFCSPA é formar estudantes comprometidos com o juramento de nunca usar a profissão para favorecer o crime.

Vigilância Sanitária vai monitorar uso de álcool nos serviços de saúde

A Vigilância Sanitária Estadual realizará uma blitz preventiva, na segunda-feira (13), a partir de 9h30, em hospitais, clínicas e ambulatórios para verificar o cumprimento da RDC 42, de 25 de outubro de 2010, expedida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que obriga a disponibilização de dispensador de álcool (líquido ou gel) nos pontos de assistência e tratamento de todos os serviços de saúde do país.

O objetivo da fiscalização é, principalmente, alertar para o prazo de adequação à norma da Anvisa, que termina no dia 25 deste mês. Segundo o diretor da Vigilância Sanitária, Paulo Bezerra, a norma visa instituir e promover a higienização das mãos nos serviços de saúde do país, por meio de preparação alcoólica para fricção antisséptica das mãos, com o intuito de prevenir e controlar as infecções relacionadas à assistência à saúde.

A RDC 42 atende as diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS) previstas na Aliança Mundial para Segurança do Paciente, criada em 2004 com o propósito de mobilizar a cooperação internacional entre os países para promover ações de melhoria da qualidade da assistência e da segurança dos pacientes e dos profissionais nos serviços de saúde.

Ainda de acordo com a norma, a preparação alcoólica para higienização das mãos na forma líquida deve ter a concentração final entre 60% a 80%. Recomenda-se que contenha emolientes em sua composição para evitar o ressecamento da pele. No caso da preparação sob as formas gel, espuma e outras, a concentração mínima é de 70%, com atividade antibacteriana comprovada e destinada a reduzir o número de microorganismos

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

SAÚDE

Calor e umidade são combinação "perfeita" para ter dor de ouvido


4. Procure um otorrinolaringologista sempre que tiver dor, coceira ou perda de audição, já que existem outras doenças associadas à otite externa e .... Foto: Getty Images Procure um otorrinolaringologista sempre que tiver dor, coceira ou perda de audição
Foto: Getty Images

Sol, piscina e praia. É uma combinação perfeita para muitos, menos para os ouvidos. A junção do calor e umidade em excesso podem provocar inflamações e infecções no ouvido, conhecida como otite externa.
Dor intensa e desconforto são alguns dos sintomas que atingem as pessoas nesta época do ano e, por isso, precisam de alguns cuidados, como alerta o otorrinolaringologista Marcelo Alfredo, do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa, de Santo André. "É uma inflamação que atinge os extremos da idade. As crianças, porque geralmente abusam em ficar mais tempo na água; e os idosos porque têm uma diminuição na resistência", disse o especialista.
Também conhecida como "ouvido de nadador", normalmente a infecção é causada por bactérias e fungos que penetram por meio de lesões na pele, que recobrem a orelha externa.
Veja na galeria de fotos como evitar esses problemas.
Causas
As causas são as mais diversas e podem ser provocadas por trauma, pelo uso de objetos, pelo próprio dedo, atritos, água contaminada, remoção da cera que protege o canal do ouvido. Exposição ao sol e má alimentação nesse período, diminuindo a resistência do organismo, também estão associadas ao problema.
O médico adverte também sobre a manipulação do cotonete, que pode provocar ferimentos. O ouvido possui mecanismos de autoproteção, sendo necessária somente a higienização da parte externa da orelha, dispensando o objeto.
Sintomas
Dor, coceira, secreção, inchaço e diminuição da audição são os principais sintomas da doença, que pode ser diagnosticada por um exame otológico, que permite visualizar o interior do ouvido.
"Ao notar um desses sintomas procure um médico. Assim, caso seja diagnosticado o tratamento, já é feito com antibióticos e anti-inflamatórios para pingar no local. Dependendo do avanço da inflamação, a medicação é via oral", afirmou o especialista.
Segundo ele, o alívio já é notado no dia seguinte e a inflamação tende a desaparecer em cinco dias.

ALERTA

Nova doença transmitida pelo Aedes chega ao Brasil

 . Foto: Getty Images Três brasileiros já tiveram a febre Chikungunya
Foto: Getty Images


 
A identificação de três casos de doença provocada por um vírus que jamais circulou no Brasil colocou o Ministério da Saúde em alerta. Sobretudo porque ela é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo da dengue. A entrada do vírus da febre Chikungunya no País ocorre num momento em que o número de Aedes é elevado em diversos locais. E em que epidemia de dengue, no Rio e em outras cidades, não está descartada.
Segundo o ministério, de agosto a novembro três brasileiros - um carioca da Barra e dois moradores de São Paulo - tiveram a febre Chikungunya. Tida do que a dengue - devido à quantidade menor de casos fatais - a Chikungunya se caracteriza por febre alta e dores intensas nas articulações das mãos e pés, que podem se prolongar por até um ano, impossibilitando a pessoa de desenvolver sua rotina.
"Tivemos três casos importados. Tudo leva a crer que não houve transmissão no País. Todas as medidas de prevenção, como a busca de focos de mosquito nas proximidades das residências dos pacientes, aplicação de fumacê e rastreamento de novos casos foram feitas", afirmou o coordenador do Programa de Controle da Dengue do Ministério da Saúde, Giovanini Coelho.
Uma das preocupações das autoridades é que, devido ao grande número de criadouros do Aedes, a doença se instale no País. "A presença do mosquito nos deixa vulneráveis. Quanto menos Aedes nas casas e nos espaços urbanos, menor o risco. Não há vacina contra o Chikungunya".
Os dois homens - um carioca de 41 anos e outro paulista de 55 - voltaram da Indonésia contaminados. O morador do Rio tinha ido ao país asiático surfar. Uma mulher, também paulista, de 25 anos voltou da Índia. A notificação de casos ao ministério é obrigatória e imediata, em até 24 horas.
"Estamos intensificando a vigilância para detectar possíveis novos casos. Nos reunimos com diversas sociedades médicas para alertar. E pedimos que as pessoas que chegarem dos locais em que há transmissão do vírus e tiverem febre procurem hospitais. A auto-medicação não é indicada", afirma Giovanini.
Em fase de transmissão
Dois dos três pacientes que chegaram ao Brasil com a Chikungunya, um do Rio e um de São Paulo, estavam em fase de transmissão da doença. Ou seja, se fossem picados por um Aedes, eles contaminariam o inseto, que poderia infectar outras pessoas.
Os sintomas da doença aparecem de três a sete dias depois de o paciente ser picado pelo mosquito contaminado. Durante os primeiros cinco dias dos sintomas, se o paciente for picado pelo Aedes aegypti, ele transmite o vírus para o mosquito.
Confira o que fazer para evitar proliferação do mosquito
Caixas d'água
Devem ficar vedadas. Não devem ser cobertas por plástico ou calha porque esses materiais podem acumular água e servir de criadouros.
Calhas
Devem ficar limpas e sem pontos de acúmulo de água. Folhas secas precisam ser retiradas para que a água não fique retida.
Lajes e marquises
É importante manter o escoamento sempre desobstruído e sem depressões que possam causar o acúmulo de água.
Fossos de elevador
A recomendação é verificar uma vez por semana e bombear caso haja água acumulada.
Em casa e no trabalho
A tampa dos vasos sanitários deve ficar fechada. Em banheiros pouco usados, deve-se dar descarga ao menos uma vez por semana para evitar surgimento de focos.
As bandejas do ar-condicionado e da geladeira também precisam ser verificadas: alguns modelos acumulam água que pode virar foco do mosquito.
Não deixe água acumulada em pratinhos de planta. Coloque terra nos vasos.

Fonte: Terra Saúde

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Distúrbios do Apetite

A anorexia nervosa e a bulimia são distúrbios caracterizados por um comportamento alimentar bizarro. Ocorrem com muito mais freqüência no sexo feminino do que no masculino e acometem pessoas que têm uma preocupação excessiva com a aparência e a forma do corpo.
A anorexia nervosa está presente em aproximadamente 1% das adolescentes ou jovens adultas, enquanto a incidência da bulimia é de aproximadamente 5%. A principal característica da anorexia nervosa é uma visão distorcida da imagem corporal. Existe um medo mórbido de ganhar peso ou tornar-se obesa. Já a bulimia nervosa caracteriza-se por uma compulsão em alimentar-se.
O indivíduo acometido chega a ingerir 2000 a 3000 cal em uma única refeição, parando de comer apenas quando acontece algo que o interrompa, como por exemplo, o término da comida, a interferência de outra pessoa ou quando começa a passar mal. Nesses momentos, ele costuma ter uma terrível sensação de perda de controle. Aí, para compensar, ele provoca vômitos, ingere quantidades excessivas de anorexígenos, laxativos ou diuréticos ou exercita-se excessivamente.
Esses distúrbios da alimentação acompanham-se de morbidade e mortalidade significativas. A anorexia nervosa provoca todos os distúrbios associados à desnutrição e em casos extremos a morte. Já a bulimia nervosa associa-se mais freqüentemente a distúrbios hidroeletrolíticose aos efeitos físicos dos vômitos. A taxa de mortalidade infelizmente não é desprezível, gira em torno de 15%. A causa mortis, além daquela provocada pela desnutrição pode ser arritmia cardíaca, hemorragia digestiva, suicídio, etc.
O tratamento baseia-se predominantemente em psicoterapia, não raro necessitando do uso de medicamentos, como antidepressivos, que serão indicados pelo psiquiatra, conforme julgue necessário. Freqüentemente recorre-se também ao auxílio de um endocrinologista ou clínico para controlar os distúrbios metabólicos associados.
O diagnóstico às vezes é difícil, porque os pacientes tendem a esconder a situação. Na anorexia nervosa o paciente emagrece muito, a mulher para de menstruar e fica edemaciada. O diagnóstico diferencial inclui, além de vários distúrbios psiquiátricos, o abuso de drogas, doenças como AIDS, hipertireoidismo, câncer, diabetes e a própria desnutrição. No caso da bulimia nervosa, o diagnóstico diferencial inclui outros distúrbios psiquiátricos e as patologias associadas a vômitos.
Enfim, pessoas portadoras desses distúrbios podem beneficiar-se muito das várias modalidades terapêuticas disponíveis e não devem envergonhar-se de procurar ajuda.

A SAÚDE VOCAL DO PROFISSIONAL DA VOZ A SAÚDE VOCAL DO PROFISSIONAL DA VOZ

A utilização da voz humana como forma principal ou exclusiva de trabalho categoriza as profissões em dois grandes grupos: vocais e não-vocais.
As áreas da comunicação e artes, em especial os locutores, cantores e atores fazem parte do grupo dos profissionais vocais. Para estes a voz é seu principal instrumento de trabalho, embora nem sempre eles tenham consciência disso. É importante ressaltar que para ser um bom profissional desta área é fundamental cuidar bem da voz, mantendo saúde e estética vocal. Para tanto deve-se buscar a orientação e acompanhamento vocal com profissionais habilitados, pois a manutenção saudável e estética da voz garantem a estes permanência no mercado de trabalho.
Hoje, na era da comunicação, já é mito afirmarmos que somente os vocalmente "bem-dotados" podem exercer profissões vocais. As práticas fonoaudiológicas, legalmente reconhecidas na área da saúde, auxiliam no desenvolvimento do potencial vocal saudável sem recursos medicamentosos ou cirúrgicos. Apesar disso, o desconhecimento da higiene vocal tem levado muitos a manifestarem doenças laríngeas leves, e as freqüentes repetições destas afecções chegam até mesmo à agravamentos que culminam em tratamentos cirúrgicos.
O alto índice de alterações vocais nos profissionais da voz tem merecido especial atenção dos fonoaudiólogos, pois a utilização da voz inadequada, resulta em uso abusivo do aparelho fonador. A exposição aos fatores nocivos como falar/cantar prolongadamente em ambientes ruidosos, sem tratamento acústico apropriado, ou mesmo o inocente hábito de pigarrear bruscamente, sempre antes do ato da fala, deixam o falante mais vulnerável. Alguns profissionais utilizam erradamente como prevenção aos problemas vocais pastilhas, conhaques, gengibre, sprays, entre outros. É ainda muito comum encontrarmos locutores, atores e cantores dedicando grande parte do seu tempo em ensaios e preparos de leituras, sem contudo investir igual atenção na forma saudável de apresentá-las.
É preciso conhecer e desenvolver medidas preventivas, mudando pequenos hábitos e comportamentos no nosso cotidiano, não apenas quando a rouquidão aparece. Alguns cuidados básicos devem ser observados, como:
1- disciplinar os horários de trabalho para que haja repouso vocal após cada apresentação;
2- hidratar-se com 7 à 8 copos de água por dia;
3- evitar a ingestão de drogas inalatórias ou injetáveis que têm ação direta sobre o laringe e a voz, além de alterações cardiovasculares e neurológicas.
4- evitar o uso do fumo, inclusive da maconha, pois a aspiração provoca um super aquecimento no trato vocal deixando a voz mais grave (grossa);
5- utilizar roupas leves que permitam a livre movimentação do corpo, principalmente na região do pescoço e cintura, onde estão situados o laringe e o músculo diafragma;
6- evitar a ingestão de refrigerantes, comidas gordurosas ou condimentadas, pois estes produzem gases e refluxo gastroesofágico prejudicando os movimentos respiratórios, além de lesar a mucosa;
7- evitar as mudanças bruscas de temperatura no ar ou líquido;
8- realizar exercícios de relaxamento regularmente, liberando a tensão corporal evitando a produção vocal com esforço e tensão; 9- realizar avaliações auditivas e fonoaudiológicas periódicas.
10- manter a melhor postura da cabeça e do corpo durante a fala ou canto.
O melhor seguro que os profissionais vocais podem fazer para preservar seu instrumento de trabalho é manter a saúde vocal.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Os riscos da automedicação

Ingestão de medicamentos sem indicação médica é uma das principais causas de internação no País.
Os riscos da automedicação
A automedicação é um sério problema em diversos países, entre eles o Brasil. Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), o percentual de internações hospitalares ocasionadas por reações ao mau uso de medicamentos é superior a 10%. No Brasil, 80 milhões de pessoas têm o hábito de se automedicar, segundo levantamento da Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas (Abifarma). Outro número surpreendente foi dado pelo Centro de Assistência Toxicológica da Universidade de São Paulo (Ceatox-USP): 40% das internações por intoxicação são decorrentes, também do uso indiscriminado de remédios.
Um exemplo bastante comum é a ingestão frequente de medicação principalmente para dores de cabeça e febre. Algumas substâncias usadas em analgésicos e antitérmicos, com ação anticoagulante, podem gerar hemorragias internas e afetar o estômago. Segundo Paulo Celso Moreira, cardiologista e membro da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), outra medicação frequentemente tomada sem orientação médica são os diuréticos, que podem levar a graves complicações como desidratações, hipotensão, hipopotassemia e arritmias.
Combinar dois ou mais medicamentos sem orientação médica ou alterar as doses previamente estabelecidas, por conta própria, também podem causar sérios problemas, afirma o especialista. Um exemplo são os remédios para emagrecer combinados a antidepressivos, que provocam cardiopatias. Outras drogas, se tomadas com doses aumentadas, alteram a pressão e elevam o risco de enfarte.
Paulo Celso relata que, na prática clínica, é bastante comum o uso abusivo e contínuo de anti-inflamatórios não hormonais, que aliviam a dor e a inflamação, porém acarretam inúmeros danos à saúde e ao tratamento.
“A maioria de nossos remédios pode matar se usados de forma inadequada ou excessiva. Um exemplo disso é a medicação usada para aumentar o poder de contração do músculo cardíaco, os digitálicos. A intoxicação leva o paciente à anorexia crescente, seguida de náuseas e vômitos. Posteriormente, aumentam as arritmias cardíacas de maior complexidade, até as potencialmente fatais”, adverte o especialista.
Uma solução para reduzir os riscos da automedicação seria um maior rigor na venda destas substâncias, com retenção das receitas nas farmácias, sugere Paulo. “Entretanto, a maioria dos medicamentos é vendida livremente, sem nem precisar de prescrição médica”.

Ginástica funcional: alívio para as tensões diárias

Com o passar dos anos, nosso corpo fica viciado em certas posturas e movimentos, o que traz como efeito o aparecimento de dores crônicas. Mas, para quem sofre deste mal, surge uma novidade no mercado: a ginástica funcional. A técnica, que visa melhorar o funcionamento do corpo, mistura a ginástica com a fisioterapia. Ela se utiliza de uma variedade de métodos e de exercícios capazes de trabalhar globalmente todas as cadeias musculares e, além disso, ativa os diferentes tipos de contração e relaxamento muscular, ajudando na prevenção e reabilitação de lesões, boa postura, força, equilíbrio e coordenação motora. Os movimentos são suaves de modo que possibilitam relaxar uma série de tensões como explica o professor Pavão Lima:

- São movimentos baseados na fisiologia do exercício e do movimento. As séries de exercícios devem ser seguras, eficientes e desafiadores, têm que tirar o praticante da zona de conforto. A carga é o próprio peso corporal. A concentração aumenta conforme o praticante evolui para a boa postura. São usados exercícios do Pilates, da RPG e da Yoga, entre outros. Os movimentos são globais, onde se observa a postura do praticante durante todo o processo. Outros exemplos de movimentos funcionais: alinhamento e estabilização da coluna na parede, step: subir e descer alternadamente, sentar e levantar do banco de 45º, abdominal na Fit Ball – estabilização, ponte na bola suíça, corrida entre cones, equilíbrio nas pranchas de propriocepção, além de exercícios educativos e lúdicos que também fazem parte do arsenal funcional. A técnica fundamenta-se na misturar de sistemas e métodos de exercício e treinamento físico realizados em 1 hora, sob forma de aulas que evoluem de acordo com o programa traçado (objetivo do praticante) e o aprendizado do praticante.

A ginástica funcional ensina uma nova forma de se movimentar. As aulas são basicamente compostas pelos movimentos do dia-a-dia, só que em uma série especial que auxilia o adepto a ter um aperfeiçoamento motor, isto é, ele passa a conhecer e a usar seu corpo plenamente. Diferente da musculação, a técnica não atua somente nos músculos, ela também trabalha a rigidez das articulações e dos tecidos conjuntivos. Pavão ressalta que o objetivo principal dos exercícios é facilitar as atividades da rotina diária e consequentemente a qualidade de vida do praticante. “Ela prepara o corpo e a mente de forma integrada para que ao longo da melhor idade continue apto a realizar movimentos exigidos no cotidiano como: subir escadas, escovar os dentes, levantar do sofá, pegar algo em prateleira ou no chão, sentar para trabalhar, correr para pegar ônibus, ficar em pé na fila ,carregar objetos e filhos pequenos.”, diz. Portanto, os maiores benefícios para o corpo são um melhor funcionamento das articulações, maior equilibro e o ganho de flexibilidade e força muscular.

Estamos, sem dúvida, muito rígidos e isso é culpa de um estilo de vida cada vez mais sedentário, somado ao excesso de horas em frente ao computador. Em meio à correria dos dias atuais, a ginástica funcional surge como uma nova possibilidade para melhorar a qualidade de vida e tem sido muito bem aceita pelas pessoas. Os exercícios são indicados para todas as idades, mas os idosos, pessoas com dores crônicas ou que estão se recuperando de algum acidente são os que mais procuram esse tipo de terapia. Para os jovens que têm o objetivo de se manter em forma, o professor alerta que essa pode ser uma das formas de se exercitar, mas não a única. “As pessoas mais novas devem explorar outras atividades inerentes ao desenvolvimento de suas qualidades físicas de base e capacidades psicomotoras. A Educação Física indica a iniciação e experimentação esportiva onde são desenvolvidas as valências físicas como: força, flexibilidade, resistência muscular, potência, coordenação motora, ritmo, agilidade, equilíbrio e descontração total e diferencial.”, comenta.

Cuidados com os filhos durante o verão: alimentação

Se os cuidados com a alimentação das crianças já é um fator importante no dia a dia, nas férias – especialmente as de verão – essa atenção precisa ser ainda maior. Além da qualidade dos alimentos consumidos, observar como eles são preparados e armazenados também é outro fator importante.
Cuidados com os filhos durante o verão: alimentação“Deve-se aproveitar o verão para consumir mais frutas, especialmente aquelas suculentas, com maior concentração de água, como melancia, melão, uva, kiwi, maçã, etc. Mas sem deixar outras frutas de lado. A banana, por exemplo, que é rica em potássio, também é uma ótima pedida”, diz Kátia Braz, nutricionista do Hospital Santa Catarina (HSC), em São Paulo. As saladas também não devem sair do prato, lembra a especialista.
Mas para que não haja problemas é importante estar atento à higienização das frutas, legumes e verduras. A melhor maneira é sempre lavar esses alimentos com água filtrada ou então fervida (depois de deixá-la esfriar até a temperatura ambiente, claro). Para ampliar o efeito dessa higienização, é possível deixar esses alimentos “de molho” (imersos por 10 minutos) em uma solução clorada, ou seja, potencializada com produtos à base de cloro, como água sanitária ou mesmo alguns preparados vendidos em supermercados e farmácias.
“Uma colher (sopa) de água sanitária em 1 litro de água é a receita mais indicada. No caso dos preparados prontos, melhor seguir as instruções do fabricante. Mas é importante lembrar: depois de deixar de molho é bom lavar esses alimentos para não deixar resquícios da solução clorada, prestando atenção para que a água utilizada para essa segunda lavagem também seja filtrada ou fervida”, lembra Kátia.
Variedade dos alimentos
Para Márcia Kodaira, coordenadora das unidades pediátricas do HSC, a alimentação deve ser variada e balanceada. Não se deve deixar de lado o consumo de carnes, por exemplo, mas ficar atento ao preparo.
“Crianças, por exemplo, devem consumir carnes bem passadas. Isso diminui o risco da ingestão de agentes que possam levar a alguma condição de saúde. O hambúrguer e a carne moída especialmente, pois o processo que dá origem a esses alimentos pode abrir brechas para que os micro-organismos se instalem mais facilmente”, explica Márcia.
E entre a frigideira e a grelha, prefira a segunda. A carne grelhada tem menos gordura no processo. Isso em dias quentes é bom evitar, explicam as especialistas. Já a carne de frango e os ovos, que podem ser uma boa opção de fonte de proteína animal, também não escapam da regra “quanto mais bem passado melhor”. Isso porque esses alimentos podem transmitir a bactéria Salmonella”.
Alimentos cozidos são melhor ainda, aponta Kátia. “Especialmente no caso dos preparados fora de casa. O óleo de fritura pode ter sido reaproveitado, por exemplo. No caso dos alimentos cozidos, o controle desses micro-organismos pode ser mais efetivo”, diz. E se não há escapatória da fritura, melhor que seja feita na hora e à vista do freguês, sugere a nutricionista.
Mas e as carnes cruas, como aquelas encontradas na culinária japonesa (sushis e sashimis), árabe (o quibe cru) e italiana (o carpaccio)? “A não ser que seja algo fresquíssimo, com origem muito bem conhecida e onde o manuseio seja extremamente cuidadoso, melhor fugir desses pratos”, alerta Márcia. O cuidado com esses pratos deve ser o mesmo que o tomado com as maioneses feitas em casa ou consumidas nos restaurantes. Melhor evitar para não ter problemas nos dias seguintes.
Para as crianças que viajaram com seus pais para a praia, outra dica importante é evitar os crustáceos, pois assim como a carne de porco, são muito alergênicos e podem comprometer a saúde das crianças abaixo dos 5 anos de idade. “Para os maiores de 1 ano, uma boa opção é o peixe, tomando cuidado com os espinhos, que todo pai e mãe já estão alertas”, sugere Márcia.
Dicas
• Abuse das frutas, verduras e legumes, mas dobre os cuidados com a higiene
• Carnes: opte pelas bem passadas e fuja das carnes cruas
• Frango e ovos: cuidado redobrado com a procedência
• Prefira alimentos grelhados ou cozidos aos fritos
• Crustáceos e carne de porco: crianças devem evitar, pois são mais alergênicos (causam alergia)
• Se você for a supermercados na praia, fique de olho nos alimentos comprados e nos aspectos do produto.
• Se optar se alimentar fora de casa, escolha com atenção o local onde você e sua família vão comer
• As altas temperaturas podem comprometer a digestão: mastigue melhor
• Evite sal em excesso nos alimentos consumidos em dias quentes

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Pele Saudável com uma Boa Nutrição

O recurso ao botox ou gastar centenas, por vezes milhares de euros em cremes que fingem desafiar a idade não são as únicas formas de manter a sua pele com um aspecto fresco, vigoroso e saudável. Uma das estratégias mais eficazes para fortalecer a saúde da sua pele é nutrir o corpo através de uma alimentação saudável e equilibrada. As investigações demonstram que consumir certos tipos de alimentos pode ajudar a prevenir rugas, danos causados pela exposição ao sol e manter a pele hidratada. Na próxima vez que for às compras, faça também uma lista para a sua pele.
Laranja, frutos vermelhos e produtos hortícolas
A fruta e legumes que possuem pigmentação vermelha apresentam altas taxas de antioxidantes que ajudam a prevenir o enrugar precoce da pele. As batatas-doces, tomates e o melão, por exemplo, podem ajudar a manter a sua pele firme e brilhante. Acrescente mais frutas e legumes como estes à sua alimentação diária. Em vez de fazer puré de batata ou batatas cozidas com a batata regular, utilize batatas-doces com um pouco de açúcar amarelo e um pouco de manteiga. Quando fizer uma sandes ou salada para o lanche, acrescente umas fatias de tomate, e troque as batatas fritas ou salgados por fatias frescas de melão.
Citrinos
Consumir citrinos numa base diária vai ajudar a manter a sua pele hidratada, o que a longo prazo vai prevenir as rugas. A vitamina C é um antioxidante muito poderoso que pode manter o colagénio na estrutura da sua face e impedir a flacidez. Contudo, e porque a vitamina C é solúvel na água, os níveis desta vitamina que podem ser armazenados no seu corpo são reduzidos, o que significa que terá de fortalecer o seu “stock” natural diariamente. As laranjas são uma das melhores fontes de vitamina C, mas as toranjas, limões e limas são também excelentes escolhas para manter os níveis de vitamina C regulares. O colagénio começa a desaparecer a partir dos 30 anos – comece a armazenar a partir de agora!
Misture laranja ou toranja nas saladas para uma combinação saudável e fresca de Verão. Esprema uns limões, lima ou laranjas e beba revigorantes limonadas ou laranjadas. Esprema um quarto de limão por cima de peixe grelhado ou de frango para um condimento exótico. As opções são variadas, seja criativo.
Chás
Os antioxidantes conhecidos com EGCG é uma poderosa substância que pode prevenir o acne, danos causados por exposição solar e inflamações de pele. O EGCG é também conhecido por combater o cancro da pele e outros tumores. Os chás, como o chá verde, chá preto ou chá branco são as melhores formas de ingerir o EGCG, já que bastam entre quatro a seis copos de chá por dia para beneficiar dos efeitos do EGCG na sua pele. Substitua gradualmente o café diário por chá – complementarmente a ajudar a sua pele, os antioxidantes presentes no chá serão poderosos promotores de saúde para todo o organismo.
Folhas Verdes
A vitamina A, um dos nutrientes mais importantes para a saúde da pele, combate o envelhecimento precoce, a formação de escamas e a desidratação. A vitamina A é também essencial para a renovação celular e promove o crescimento de nova pele. Os espinafres e bróculos, por exemplo, são excelentes fontes de vitamina A, sejam frescos, crus, cozidos ou cozinhados a vapor, os legumes de folha verde são excelentes agentes para a saúde da pele.
Peixe
Os ácidos gordos ómega 3 encontrados no peixe, como no salmão, atum, sardinhas ou mesmo no marisco, possuem propriedades anti-inflamatórias que combatem os danos causados pela exposição prolongada ao sol. Apesar de consumir peixe ser uma excelente forma de manter a sua pele radiante e gloriosa, mantenha moderado o consumo de marisco, de modo a não ingerir demasiado mercúrio. Comer peixe duas a três vezes por semana é suficiente, especialmente se a sua dieta já contempla bastantes alimentos saudáveis para a pele.