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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Introdução a Quantas calorias são gastas em uma corrida?

Desde que Isaac Newton criou suas leis de movimento – ramo da física que lida com a força exercida sobre objetos e que causa o movimento dos mesmos, as pessoas têm visto a caminhada e a corrida como a aplicação prática de suas leis. Ambas movem o corpo de um lugar para o outro. Uma vez que o corpo não muda – o seu peso continua o mesmo quer você esteja andando ou correndo – ele deve gastar a mesma quantidade de energia para movê-lo, não importando a maneira como você se move. E se essa explicação ainda não foi suficiente, podemos deixá-la mais clara – uma caminhada ou corrida gasta a mesma quantidade de energia, ou, em outras palavras, ambas gastam a mesma quantidade de calorias. Isso, de acordo com Isaac Newton.

Porém, os corredores perceberam há tempo que a caminhada e a corrida produzem resultados diferentes em se tratando de perda de peso. Parece, na verdade, que uma corrida gasta muito mais calorias do que uma caminhada.

Em 2004, um grupo de pesquisadores da Universidade de Syracusa, nos Estados Unidos, trabalhou tentando notificar o que a comunidade de corredores já havia percebido. Um estudo realizado com 24 homens e mulheres que tanto corriam como caminhavam em uma esteira mostrou que a corrida realmente gasta mais calorias. Na corrida os homens gastaram e média 124 calorias enquanto que as mulheres gastaram em torno de 105 (numa distância de 1.600 m). Já durante as caminhadas os homens queimaram em média 88 calorias e as mulheres 74.

Andar mais reduz o risco para diabetes

Caminhar alguns poucos passos a mais diariamente ajuda não apenas a afastar o risco para a obesidade, como também reduz o risco para diabetes. Esta é a conclusão a que chegaram pesquisadores do Murdoch Chidren Research Institute, em Melbourne. Este é o primeiro estudo que estimou os efeitos de mudanças a longo prazo relacionadas à atividade física e à sensibilidade à insulina.

A pesquisa envolveu 592 adultos de meia idade que participaram de um estudo para mapear os níveis de diabetes por toda a Austrália, entre os anos 2000 e 2005. Os participantes preencheram um questionário detalhado com perguntas relacionadas à sua dieta e estilo de vida e foram também submetidos a exames de saúde. Depois disso foram então entregues pedômetros aos participantes e instruções de como usá-los. Cinco anos depois, os pacientes foram novamente monitorados. Outros fatores como álcool e fumo também foram levados em consideração.

Os participantes que deram o maior número de passos durante os cinco anos apresentaram um menor índice de massa corporal, menor relação entre cintura e quadril, e melhor sensibilidade à insulina.

Segundo os autores do estudo, essas associações foram independentes do consumo de energia e se devem em grande parte a uma mudança na adiposidade (gordura) durante os cinco anos.

Atualmente recomenda-se às pessoas para que dêem cerca de 3 mil passos por dia durante cinco dias por semana. No entanto, a orientação popular diz que o ideal são 10 mil passos por dia. Os autores estimam que uma pessoa sedentária que anda muito pouco durante o dia, mas que é capaz de mudar seu comportamento num prazo de cinco anos para cumprir a orientação popular de atingir os 10 mil passos diários, pode triplicar sua sensibilidade à insulina em comparação a uma pessoa que aumentou sua quantidade de passos diários para atingir a recomendação de 3 mil passos por dia durante cinco dias por semana.

Veneno de peixe vira cura para asmáticos

Veneno de peixe vira cura para asmáticos

Antes apenas vilã, substância encontrada no veneno de peixe típico da região Nordeste tem ação anti-inflamatória e é mais eficiente do que medicamentos já desenvolvidos para falta de ar


A solução para as crises de falta de ar que incomoda os 15 milhões de asmáticos que existem no Brasil está no veneno de um peixe venenoso, típico da região Nordeste. Pelo menos é o que comprovou um estudo do Laboratório Especial de Toxinologia (LETA) do Instituto Butantan, em São Paulo.
O veneno do Thalassophryne nattereri, também conhecido como niquim ou peixe-escorpião, é bastante agressivo quando injetado por meio de ferroadas no corpo humano. Os acidentes ocorrem com banhistas e pescadores que confundem o peixe com uma pedra, já que ele está sempre no fundo arenoso e em águas rasas. 
INTERNAPEIXEASMAVENENOS.gifSe o peixe escorpião for pisado, o veneno é injetado por pressão, causando muita dor, queimação, inchaço, inflamação e uma necrose muito precoce. O ferimento leva muito tempo para cicatrizar.
Mas agora o temível peixe venenoso começa a deixar o seu papel apenas de vilão. Em seu veneno existe a proteína isolada chamada de nattectina. Trata-se de uma lectina tipo C, uma proteína de ligação de carboidratos, considerada interessante por suas características biológicas, farmacológicas e bioquímicas.

“A nattectina tem ação anti-inflamatória nos casos de inflamação pulmonar, porém sem o efeito colateral dos corticóides. Acreditamos que ela pode agir tanto no sentido de impedir que o asmático entre em crise como para tirar o paciente da crise”, explica ao Blog Biodiversa de Lian John a pesquisadora do LETA, Mônica Lopes Ferreira.
A equipe do Butantan trabalha em parceria com um laboratório comercial e com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), com o objetivo de colocar rapidamente no mercado um medicamento feito com a nova proteína. No entanto, ainda faltam os testes laboratoriais, que levam de um a três anos, e também aumentar a produção nattectina para deixar o medicamento a um custo acessível.
Ao mesmo tempo que desenvolve o medicamento, o LETA também estuda a criação de um soro para as vítimas da ferroada do peixe venenoso. O tratamento com analgésicos ou anti-histamínicos não funciona de maneira eficiente. Nos casos mais graves, as vítimas têm, inclusive, a perna atrofiada e perda de função.

Casais sem filhos têm dieta mais saudável

Uma reportagem publicada na semana passada no "The New York Times" sugere, com base em um estudo britânico, que casais com crianças têm uma dieta menos saudável do que os casais sem filhos.
Pesquisadores usaram dados de uma pesquisa do governo britânico com 7.014 famílias, que registravam suas compras de alimentos num diário por período de duas semanas, em 2003 e 2004.
As famílias de renda mais alta comeram mais carne, frutas frescas e vegetais, em comparação às outras. A idade influenciou o consumo de gorduras e açúcar o que é reduzido em lares com pessoas de mais idade.
Talvez o mais surpreendente é que o novo estudo, publicado na edição de dezembro do " European Review of Agricultural Economics", descobriu que os casais sem filhos eram os que comiam de forma mais saudável.
Mesmo depois de controlar fatores como idade, renda e outros, em comparação a uma família com crianças, um casal sem filhos consumiu cerca de 2 kg mais frutas e vegetais por pessoa ao longo do período de duas semanas.
Ter crianças em casa também reduziu a demanda por carne, e aumentou o consumo de laticínios, cereais e batata.
"Isso confirma o que nós, como pais, já sabemos", disse um autor do estudo, Richard Tiffin, professor de economia da Universidade de Reading, na Inglaterra. "Por alguma razão, a dinâmica social numa casa com crianças torna a dieta em geral menos saudável".

sábado, 15 de janeiro de 2011

Saúde: Quais os sintomas do AVC.

Transforme o estresse em um aliado da sua saúde


Não adianta. Pensou em estresse, pensou em bronca de chefe, engarrafamento, tarefas se acumulando, contas a pagar, casa bagunçada e haja espaço nesta página para caber tanto aborrecimento. Mas especialistas alertam: quanto mais você pensa no estresse de forma negativa, mais fica irritado. Agora, pasme: pesquisas comprovam que o estresse pode ser bom para sua saúde, muito mais do que você imagina. Basta saber gerenciá-lo.
Em estudo da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, ratos submetidos a rápido e intenso estresse ficaram mais fortes para enfrentar gripe. Os pesquisadores associaram o resultado ao ser humano. Segundo eles, em curto período de tempo, o estresse poderia reduzir riscos de desenvolver diabetes, doenças do coração, câncer e Alzheimer. Isso porque o corpo, quando em estado de alerta, dispara o sistema imunológico, protegendo o organismo contra infecções.
 . Foto: Getty Images "É um erro chamar o estresse de doença", garante a presidente da Associação Brasileira de Estresse e professora de psicologia da UFRJ, Lúcia Novaes. Segundo ela, o estresse se divide em fases de alerta, resistência e exaustão. Manter-se na primeira é o indicado.
"As outras etapas revelam o lado ruim do estresse, que deixa o organismo fraco e suscetível a doenças, podendo se tornar problema mais grave, o estresse crônico. Já a primeira fase tem o poder de preparar o corpo para reagir contra o fator que gera estresse. É uma mudança benéfica que corpo sofre", explica.
De acordo com Novaes - que é co-autora do livro Estresse ao Longo da Vida -, para não chegar ao estresse crônico, é preciso ter atenção nos aspectos fisiológico, comportamental e emocional. No primeiro, basta investir em alimentação equilibrada, prática de exercícios físicos e técnicas de relaxamento.
"Investir tempo livre em lazer e saídas com amigos, não pensar em trabalho quando chegar em casa e questionar o pensamento catastrófico, transformando-o em positivo, também ajuda a fazer com que o estresse se torne um aliado", completa Novaes.
Positivo
Conheça os benefícios do estresse a curto prazo:
Relacionamentos
Facilita adaptação do casal
Aumenta afetividade com parceiro
Estimula sexualidade
Torna relações mais respeitáveis
Valoriza amizade
Estimula o companheirismo
Profissional
Faz com que o trabalho seja desafiador
Ajuda a produzir mais e melhor
Aumenta possibilidades de promoção
Diminui a passividade
Saúde
Auxilia no desenvolvimento de aptidões físicas
Estimula busca por bem estar
Melhora sistema imunológico
Retarda envelhecimento da pele
Evita a obesidade
Melhora humor
Negativo
Fique alerta aos sintomas:
Físicos
Aumento da pressão arterial
Palpitações
Doenças cardíacas
Tremores
Asma
Gastrite
Insônia
Dores musculares Psicológicos
Ansiedade
Tristeza
Irritabilidade
Insatisfação no trabalho
Depressão
Impaciência
Comportamentais
Rupturas de relacionamentos
Fobia social
Incapacidade de dialogar
Consumo de álcool e drogas

Falta de sono atrapalha o crescimento

 . Foto: Getty Images

Dormir em horários regulares e num ambiente calmo, adequado ao sono, é essencial para o desenvolvimento físico e mental das crianças. Especialistas alertam que criança que não dorme direito, além da sonolência durante o dia, pode ter alterações de humor e apetite, desatenção nas atividades escolares e cotidianas, além de problemas no crescimento.
É enquanto dorme que a criança consolida a memória e fixa o que aprendeu durante o dia. Segundo a coordenadora do grupo de estudos sobre o sono da Sociedade Brasileira de Pediatria, Magda Lahorgue, isto ocorre devido a uma série de processos químicos e neurofísicos que fazem a pessoa dormir.
"O sono restaura as energias para o dia seguinte. Além disso, o pico do hormônio GH (do crescimento) é noturno. Se não há um bom sono, pode não ser atingida a estatura esperada", alerta Magda. Para o médico pediatra e homeopata Yechiel Moises Chencinski, competitividade, cobranças, obrigações, muitas atividades extracurriculares, ambiente familiar conturbado ou até mesmo doenças - como febres e resfriados - são fatores que podem interferir no sono. "Distúrbios emocionais também podem interferir na qualidade do sono", salienta.
De acordo com Magda Lahorgue, refluxo e alergias, além do consumo de alimentos com cafeína perto da hora de deitar, são motivos de noites mal dormidas. Outro vilão é o hábito de dormir com a TV ligada, que piora muito a quantidade e a qualidade do sono.
Magda recomenda que o ambiente onde a criança dorme tenha temperatura agradável, pouco som e luzes baixas para que o sono do pequeno respeite o número de horas referente à sua idade. "Os pais devem regular o horário de ir para a cama e criar uma expectativa boa para o sono, evitando, por exemplo, o medo de dormir no escuro", completa.
Moises concorda. "Rotinas devem ser estabelecidas desde os primeiros meses, com limites nos horários de ir para cama e de acordar", confirma. Se após todas as tentativas o problema persistir, o médico pode indicar homeopatia ou fitoterapia, que não têm contraindicações e efeitos colaterais.
Dos ciclos à noite inteira
A médica Mada Lahorgue lembra que o recém-nascido dorme em ciclos de duas a três horas. O bebê dorme, acorda, mama e dorme novamente, independentemente de ser noite ou dia.
Após os dois meses, os ciclos noturnos ficam mais longos e os de durante o dia, mais curtos. Já a partir dos 6 meses, o sono noturno acontece em dois grandes ciclos, começando a ficar mais regular.
Do 1º ao 2º anos de vida, aproximadamente, a criança já dorme a noite toda, com períodos de sesta de manhã e depois do almoço. A partir do 3º ou 4 º ano, só ocorre uma "dormidinha" diurna, em geral após o almoço. Acima dos 6 anos o sono já se concentra todo durante a noite.