Alguns corantes químicos usados em muitos refrigerantes podem causar câncer, diz um comunicado do Center for Science in the Public Interest, organização de defesa do consumidor dos EUA.
Segundo a instituição, o corante tem amônia e produz vários compostos químicos que causaram câncer em estudos com animais. As conclusões são baseadas em pesquisas realizadas por cientistas do National Institutes of Health, órgão do governo americano.
A entidade pediu que a FDA (agência de vigilância sanitária dos EUA) proíba o uso da substância. Os refrigerantes que mais têm o corante são aqueles de cores escuras.
"O público americano não deve ser exposto ao risco de câncer de qualquer tipo como resultado do consumo desses produtos químicos, especialmente quando eles servem a um propósito que não é essencial," diz um trecho da carta.
Segundo a Coca-Cola Co, maior fabricante mundial do segmento, o corante usado na fórmula não causa câncer. De acordo com a empresa, a substância tem apenas um dos compostos citados pela entidade.
A Pepsi Co foi procurada mas não respondeu.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
'Pomada' à base de sangue trata feridas persistentes
Pesquisadores da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Botucatu (SP) desenvolveram uma nova linha de curativos à base de sangue, capazes de curar até 75% das feridas crônicas.
Os biocurativos usam plasma e plaquetas, obtidos em bancos de sangue. Esse material muitas vezes vai para o lixo porque fica inválido para a transfusão sanguínea.
Nos últimos oito anos, os curativos foram testados em 2.100 pacientes. Agora, estão na fase de patenteamento pela Unesp --por isso, ainda não estão à venda.
São três tipos de curativo: com plasma, com plaquetas e com os dois componentes na mesma fórmula. Cada um é indicado de acordo com a situação da ferida --se é extensa, por exemplo.
"Temos pacientes com feridas que não cicatrizam há 40 anos. Já usaram de tudo e não tiveram resultado. Chega a ser emocionante quando conseguem, finalmente, se curar", diz a médica Elenice Deffune, professora de hematologia da Unesp e coordenadora da pesquisa com os biocurativos.
SEM DESPERDÍCIO
A ideia dos curativos nasceu em 2001, a partir de um inconformismo de Elenice, que trabalhava no Hemocentro do HC da Unesp. Ela se incomodava com o descarte rotineiro dos derivados do sangue usados em transfusões.
As hemácias são as mais aproveitadas. Já as plaquetas e o plasma têm prazo de validade reduzido e nem sempre são utilizados. O plasma vale por 12 meses e, as plaquetas, por apenas cinco dias.
Os estudos clínicos com o produto, na forma de pomada, começaram em 2003, em pacientes com grandes feridas na região sacral e nas nádegas _em geral, acamados há muito tempo.
Na fase seguinte dos estudos, foram examinados tecidos das feridas, e os pesquisadores perceberam que, embora houvesse vascularização no local, havia poucas células-tronco.
Na última fase da pesquisa, entre outras adaptações, foram extraídas células-tronco do tecido adiposo do paciente, que foram cultivadas em laboratório e incorporadas ao curativo (gel).
O produto foi aplicado em cinco pacientes, que tinham mais de 40 feridas pelo corpo. "O resultado foi emocionante. Todos os pacientes tiveram feridas fechadas", conta Elenice.
Outra vantagem dos biocurativos, segundo a enfermeira Mariele Gobo, encarregada de atender os doentes no ambulatório da Unesp, é que não deixam coloração diferente no local da ferida e nem alteram a consistência da pele_ o que pode acontecer com outros produtos.
RISCO
Mas Elenice frisa que o produto tem suas limitações. Ele não é indicado, por exemplo, quando o paciente tem uma lesão causada por tumor porque o plasma e as plaquetas liberam fatores de crescimento, que podem aumentá-lo.
Outro risco do biocurativo_ainda que remoto_ é o de transmissão de doenças que por ventura estiverem no sangue (janela imunológica). "Mas é um risco menor do que aqueles que recebem hoje transfusão sanguínea."
O risco de a pessoa adquirir o vírus HIV durante uma transfusão, por exemplo, é de um em dois milhões.
Elenice explica que são tomados outros cuidados adicionais para reduzir ainda mais esse risco. "A gente só pega plasma securizado, de doadores fidelizados ao banco de sangue [que já doaram várias vezes]."
Para o clínico-geral da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) Paulo Olzon, o biocurativo faz "total sentido" e pode ser uma opção eficaz e mais barata. "Ele imita a cicatrização natural."
Os biocurativos usam plasma e plaquetas, obtidos em bancos de sangue. Esse material muitas vezes vai para o lixo porque fica inválido para a transfusão sanguínea.
Nos últimos oito anos, os curativos foram testados em 2.100 pacientes. Agora, estão na fase de patenteamento pela Unesp --por isso, ainda não estão à venda.
São três tipos de curativo: com plasma, com plaquetas e com os dois componentes na mesma fórmula. Cada um é indicado de acordo com a situação da ferida --se é extensa, por exemplo.
"Temos pacientes com feridas que não cicatrizam há 40 anos. Já usaram de tudo e não tiveram resultado. Chega a ser emocionante quando conseguem, finalmente, se curar", diz a médica Elenice Deffune, professora de hematologia da Unesp e coordenadora da pesquisa com os biocurativos.
| Editoria de Arte / Folhapress/Editoria de Arte / Folhapress | ||
A ideia dos curativos nasceu em 2001, a partir de um inconformismo de Elenice, que trabalhava no Hemocentro do HC da Unesp. Ela se incomodava com o descarte rotineiro dos derivados do sangue usados em transfusões.
As hemácias são as mais aproveitadas. Já as plaquetas e o plasma têm prazo de validade reduzido e nem sempre são utilizados. O plasma vale por 12 meses e, as plaquetas, por apenas cinco dias.
Os estudos clínicos com o produto, na forma de pomada, começaram em 2003, em pacientes com grandes feridas na região sacral e nas nádegas _em geral, acamados há muito tempo.
Na fase seguinte dos estudos, foram examinados tecidos das feridas, e os pesquisadores perceberam que, embora houvesse vascularização no local, havia poucas células-tronco.
Na última fase da pesquisa, entre outras adaptações, foram extraídas células-tronco do tecido adiposo do paciente, que foram cultivadas em laboratório e incorporadas ao curativo (gel).
O produto foi aplicado em cinco pacientes, que tinham mais de 40 feridas pelo corpo. "O resultado foi emocionante. Todos os pacientes tiveram feridas fechadas", conta Elenice.
Outra vantagem dos biocurativos, segundo a enfermeira Mariele Gobo, encarregada de atender os doentes no ambulatório da Unesp, é que não deixam coloração diferente no local da ferida e nem alteram a consistência da pele_ o que pode acontecer com outros produtos.
RISCO
Mas Elenice frisa que o produto tem suas limitações. Ele não é indicado, por exemplo, quando o paciente tem uma lesão causada por tumor porque o plasma e as plaquetas liberam fatores de crescimento, que podem aumentá-lo.
Outro risco do biocurativo_ainda que remoto_ é o de transmissão de doenças que por ventura estiverem no sangue (janela imunológica). "Mas é um risco menor do que aqueles que recebem hoje transfusão sanguínea."
O risco de a pessoa adquirir o vírus HIV durante uma transfusão, por exemplo, é de um em dois milhões.
Elenice explica que são tomados outros cuidados adicionais para reduzir ainda mais esse risco. "A gente só pega plasma securizado, de doadores fidelizados ao banco de sangue [que já doaram várias vezes]."
Para o clínico-geral da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) Paulo Olzon, o biocurativo faz "total sentido" e pode ser uma opção eficaz e mais barata. "Ele imita a cicatrização natural."
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Come ou gasta demais? Entenda vários tipos de compulsão
Comer de maneira desmedida, gastar demais, ser obcecado pela própria aparência, passar dias à frente do computador. Comportamentos associados ao estilo de vida agitado e competitivo que se leva nas grandes cidades precisam de atenção: podem ser considerados doença, conhecidos como compulsão.
A Organização Mundial da Saúde estima que mais de 120 milhões de pessoas em todo o mundo sofram com a doença. A compulsão é considerada o quarto diagnóstico psiquiátrico mais frequente na população. Até o ano 2020, os transtornos ligados à compulsão estarão entre as 10 causas mais importantes de comprometimento por doença.
Os especialistas afirmam que tais cenários são consequência da sensação de aprisionamento do homem, que precisa seguir regras rígidas no trabalho e em casa para atender aos códigos sociais. A compulsão é uma tentativa de recuperar a autonomia.
Pode ser por jogos, compras, tratamentos estéticos, comida. Enfim, tudo! Entenda o problema e veja como deve ser combatido segundo informações da psicóloga clínica, psicanalista e especializada em psicologia hospitalar Cynthia Bezerra, do médico especialista em Nutrologia Cristiano Merheb, e do cirurgião plástico Gustavo Merheb.
1) A compulsão e as questões das dependências representam tentativa de diminuir os níveis de ansiedade por meio da obtenção do prazer imediato. "A todos nós sempre faltará algo. Não se pode ter tudo, ser tudo ou experimentar o tempo todo sensações de bem-estar e de completude. O dependente acaba se utilizando de atos compulsivos para preencher essa falta, esse vazio porque, na verdade, não consegue lidar com a falta e o vazio", disse Cynthia. Segundo ela, muitos desses comportamentos são moldados prioritariamente na infância.
2) Praticar atividades que dão prazer é saudável. O problema é quando a busca de prazer se torna tão imperativa que a pessoa perde o controle. Falsamente tachadas como excêntricas ou irresponsáveis, pessoas que agem dessa forma são, na verdade, portadoras do que os especialistas chamam de transtornos da impulsividade.
3) Nem sempre o problema é encarado como negativo, pois geralmente os compulsivos são pessoas perfeccionistas, severas e rígidas. Perante os colegas, no entanto, parecem criativas e dinâmicas. "Por isso muitas se destacam e são líderes em seu meio. Possuem enorme poder de persuasão e processam informações com uma rapidez invejável", afirmou Cynthia.
4) As compulsões são divididas em dois polos. O compulsivo que engloba transtornos do comer sem parar, da hipocondria, do alcoolismo etc. Nesses casos o sujeito busca a fuga do risco, do sofrimento e da angústia. O outro grupo é o impulsivo, caracterizado pelo jogo patológico, a compulsão sexual e a compra compulsiva. Nesses casos, o indivíduo busca o risco e, com ele, o prazer imediato.
5) Mesmo que os atos resultem em arrependimento posterior, a pessoa volta a cometer a compulsão.
6) O tratamento é feito por meio da psicoterapia e de remédios. O primeiro passo é a pessoa reconhecer que sofre do transtorno e depois a busca da origem do problema e seu tratamento. Alto nível de ansiedade e baixa auto-estima são sempre características do paciente compulsivo.
7) Segundo o médico Cristiano Merheb, especialista em Nutrologia, cerca de 75% das pessoas que estão acima do peso sofrem de compulsão alimentar. A síndrome, também conhecida como binge eating, faz com que a pessoa não coma para saciar a fome física, mas sim por impulso. Durante os ataques de binge, o compulsivo alimentar chega a ingerir até 10 mil calorias em uma única refeição.
8) Na compulsão alimentar, a pessoa perde o controle sobre a decisão de comer ou não e sofre muito por não conseguir reagir diante do impulso.
9) Passar horas pensando na própria imagem e sofrendo com a aparência retratam o Transtorno Dismórfico Corporal (TDC). O principal sentimento dos pacientes é o da angústia e a pessoa sente vontade de se esconder e de não ser visto. E não adianta lançar mão de tratamentos estéticos, pois nada ajuda a superar a sensação. "O papel dos profissionais que lidam com a beleza é muito importante. Cabe a ele julgar se aquela pessoa tem noção do próprio corpo, se ela compreende o que quer fazer. Se a pessoa procura o irreal, é importante ela ser esclarecida. É preciso conduzir a pessoa ao reencontro com sua própria personalidade", disse o cirurgião plástico Gustavo Merheb.
10) Profissionais enfrentam um problema comum ao lidar com a questão da dependência ou compulsão: o fato de ser visto como falta de caráter ou fraqueza de personalidade da pessoa. "Apesar dos esforços da comunidade científica em reverter essa apreciação do problema, ela permanece e somente piora o acesso dos dependentes a um tratamento adequado", disse a psicóloga Cinthya Bezerra.
Ar-condicionado ameaça a saúde
Nos dias de calor escaldante, ambiente geladinho é a pedida. Mas, sem os devidos cuidados, isso pode trazer complicações
Na rua, sol forte, temperatura acima dos 30 graus, maquiagem derretendo, gravata sufocando de tanto calor. No escritório ou dentro do carro, aquele ar geladinho gostoso.
Para fugir do calor intenso, quem tem condições financeiras recorre aos sistemas condicionadores de ar. Sem os devidos cuidados, no entanto, eles podem trazer complicações para a saúde.
“O ar-condicionado tira a umidade do ar que vai passar pelas vias respiratórias e, com isso, dificulta a respiração. O ar muito frio e a umidade abaixo de 14% – como nos aviões – causam grande desconforto e irritação após poucas horas”, diz a médica Mônica Menon, otorrinolaringologista e alergista, doutora em ciências médicas pela FMUSP e especialista em pesquisa clínica.
A mucosa nasal é revestida por cílios vibrantes, responsáveis por expulsar bactérias, fungos e vírus que entram no organismo pelo ar que respiramos. “Como há o ressecamento da região, a chance de contrair infecções aumenta”, explica o médico Ricardo Milinavicius, diretor da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT).
Para aqueles que sofrem com quadros alérgicos, as reações se amplificam. “A mucosa fica ainda mais irritada e a pessoa passa a espirrar mais”, diz Mônica Menon.
Uma forma de minimizar o problema é hidratar-se bem. Nos dias quentes e especialmente em ambientes com ar-condicionado, é essencial beber água e umidificar as vias aéreas com soro fisiológico ou gel nasal. “Beba água de forma fracionada: meio copo de hora em hora”, aconselha a médica Mônica Menon.
Outro problema do ar-condicionado é a “poluição indoor”. O filtro não consegue reter todas as impurezas existentes no ambiente, que se acumulam nos ductos e fazem com que o ar circule contaminado de fungos, bactérias e sujeiras, prejudicando a saúde de quem está exposto ao aparelho.
Segundo Ricardo Milinavicius, é importante que o ar-condicionado seja higienizado e tenha o filtro trocado periodicamente. “Este é o principal desencadeador de doenças respiratórias: a falta de limpeza. Para pessoas que já apresentam quadros de bronquite, asma ou doença pulmonar obstrutiva crônica, a DPOC, os riscos são ainda maiores, podendo levar a casos de sinusite, amidalite e até mesmo pneumonia”, alerta o médico.
E não só o filtro do ar-condicionado deve ser higienizado, mas também os ductos internos, pois é lá que bactérias e resquícios de água ficam alojados. Veja como limpar o seu ar-condicionado.
A limpeza deve ser realizada a cada três meses e, a cada seis, é preciso trocá-lo. O mesmo serve para o ar dos carros. Nos veículos, o parâmetro para troca é de cinco mil a 10 mil quilômetros rodados, o que corresponde a aproximadamente um ano.
Dormir pouco aumenta chances de ataques cardíacos
Muitos não conseguem dormir oito horas diárias, devido à rotina de trabalho e doméstica ou a problemas relacionados ao sono. Pois se esses fatos fazem com que você descanse menos do que seis horas por noite, saiba que os resultados disso não são apenas cansaço e falta de concentração durante o dia, mas riscos maiores de sofrer ataques do coração ou derrames cerebrais.
O sono insuficiente causa o desequilíbrio de hormônios, ligados ao apetite fazendo com que a sensação de saciedade não seja obtida. Daí a conexão entre pouco sono e o consumo excessivo de alimentos e a obesidade, o que aumenta pressão arterial e as chances dos problemas.
A recomendação é a de dormir pelo menos seis ou sete horas diárias. "A tendência de dormir tarde e acordar cedo é, na verdade, uma bomba-relógio para a saúde, portanto precisamos agir desde cedo para evitar o risco de desenvolver essas doenças", afirmou Francesco Cappuccio, um dos pesquisadores.
Na verdade, a falta de sono e o excesso são igualmente prejudiciais segundo os cientistas. Isso porque pode estar associado a doenças cardíacas pré-existentes, o que faria com que a pessoa se sinta constantemente cansada. Portanto, eles alertam de que dormir mais do que nove horas diárias merece atenção para ver se a saúde anda em dia.
Queimou demais?
Os avisos e alertas foram muitos. Porém, ao que tudo indica, insuficientes e a exposição ao Sol foi exagerada. Os resultados? Aquele bronzeado “camarão”, ardência, incômodo e, em alguns casos, até mesmo queimaduras com bolhas. Para você que faz parte desse grupo (ou conhece alguém nesta situação), a dermatologista Gisele Barbosa montou um dossiê para recuperar a pele o mais rápido possível. E com o mínimo de consequências negativas.
Hora do Banho
- Como a pele está quente e vermelha, nesse caso sempre é melhor evitar água quente. Se conseguir tomar banho apenas com água fria, seria ótimo.
- Evitar usar bucha/esponja ou qualquer esfoliante na região da pele afetada.
- O sabonete tem que ser bem hidratante e suave, caso contrário pode deixar a pele ainda mais vermelha e ressecada. Aproveite e aplique também um óleo hidratante de banho.
Dê fim ao inchaço e à ardência
- Aplique algodão embebido ou compressas com água gelada e deixe agir por vários minutos. De tempos em tempos molhe novamente na água gelada para sempre manter a compressa fria.
- Geralmente orienta-se evitar colocar gelo diretamente na pele, pois isto pode piorar a queimadura.
- Seja gentil até para enxugar a pele com uma toalha macia.
- Outra opção é compressa gelada com chá de camomila, várias vezes ao dia.
- Aplicar loções pós-sol específicas, com produtos calmantes como a aloe vera (babosa) três vezes ao dia. Isso diminui a ardência.
- Aplique hidratantes para que a pele também fique hidratada, pois a pele queimada perde muita água facilmente. Isso evitará a sensação de ressecamento posterior da pele.
- Alguns ativos são muito bons como a dimeticona, óleo de uva, alantoína, vitamina E, aloe vera e pantenol.
- As pomadas que evitam assaduras em bebês (pantenol ou dexpantenol, vitamina E e A) também podem ser opções boas.
- Existem também hidratantes que mimetizam os ácidos graxos produzidos pela pele, ajudando assim a sua recomposição, como os cremes/loções com ceramidas.
- Na dúvida ou na piora dos sintomas procure seu dermatologista.
- Evitar usar produtos caseiros, pois dependendo do caso, pode predispor a infecção, principalmente se tiver bolhas.
- Tomar bastante líquido para ajudar na hidratação da pele, principalmente água mesmo. Se a sua urina estiver bem clara, então a ingestão está na dose certa.
- Se necessário tome medicamento para dor e/ou febre.
- Mantenha alimentação saudável (com frutas, legumes e verduras) para ajudar na imunidade do corpo e da pele.
- O uso de anestésico tópico na forma de spray pode dar muita reação alérgica, piorando ainda mais a pele já lesionada. Então não é aconselhado.
- O seu próprio corpo irá resolver sozinho através da reepitelização da pele, mas pode demorar cerca de 7 a 14 dias até recuperação completa. Seja paciente e espere. E da próxima vez use o protetor solar adequado, da forma adequada e reaplicando a cada duas horas.
Estritamente proibido
- Não voltar a tomar sol de jeito nenhum. A pele fica vermelha ou descascando justamente porque ainda não se recuperou completamente. A pele está sem proteção adequada e o sol poderia produzir bolhas (que é resultado de ter atingido uma camada mais profunda da pele).
- Não estourar as bolhas e não retirar a pele que está descamando. Deixe a pele se soltar naturalmente.
- Evitar roupas muito apertadas, para que a pele afetada não sofra mais agressões.
Cuidado com as unhas e arranhões dos metais das roupas.
- Usar protetor solar a cada duas horas e usar roupas por cima para cobrir a região afetada.
- Procure um local arejado e frio para ficar.
Observações
- Procure o médico se aparecerem bolhas ou secreções na pele e/ou se você tiver febre, náuseas ou vômitos após exposição excessiva ao sol.
- A exposição excessiva ao sol não produz danos apenas a curto prazo como a queimadura solar, mas também a médio e longo prazos como manchas, fotoenvelhecimento, rugas e câncer.
Seu filho pode sofrer de tecnoestresse; saiba o que é
Atender celular, redigir e-mail, bater papo no MSN, atualizar o Twitter, colocar fotos no Orkut, jogar videogame, e haja vírgula para listar tudo o que crianças e adolescentes são capazes de fazer 'ao-mesmo-tempo-agora'. Até aí, tudo bem: eles são a "geração digital" - nasceram quando já existia a Internet, nem imaginam como era "aquela época em que não havia celular".
O problema é quando o excesso de conectividade começa a atrapalhar rendimento escolar, atividades de rotina e interações sociais: é o chamado tecnoestresse. "Por fazer muitas coisas ao mesmo tempo, o jovem acaba tendo dificuldade de se concentrar. Ele não sabe mais onde leu ou viu tal assunto, a informação começa a ficar dispersa e ele tem dificuldades de reter conhecimento", explica Evelyn Eisenstein, diretora do Centro de Estudos Integrados Infância, Adolescência e Saúde.
Uma das coisas que a pediatra mais vê no consultório são pais reclamando que os filhos não estudam: "Eles usam o tempo de que dispõem para navegar na Internet, inclusive a hora de dormir". O resultado é desastroso: como dormem mal à noite, ficam com sono durante as aulas e não conseguem se concentrar nos estudos.
"O vocabulário usado na Internet também é ruim para esses jovens. O adolescente já não sabe mais como se comunicar, tem dificuldade até na escrita, pois usa pouco o papel e a caneta. Alguns mal sabem escrever e cometem atrocidades na hora que precisam redigir uma redação", preocupa-se Evelyn.
Eduardo Marinho, 12 anos, não vive sem computador. A mãe, Graciette Grace, 40, conta que o menino têm dificuldades nos trabalhos na escola. "Ele tem preguiça, quer fazer rápido para ficar mais tempo jogando", diz.
Proibir não é solução
Mas engana-se quem pensa que a solução é proibir. Segundo Evelyn, o ideal é conversar com os filhos e impor limites. "As crianças precisam de interação humana. Muitas vezes, se viciam na tecnologia pois sentem falta de ter com quem conversar", conclui a especialista.
Para saber se o jovem está sofrendo de tecnoestresse, é preciso ficar atento aos sintomas do problema: baixo rendimento escolar, insônia, dores no corpo e agressividade ao ficar longe do computador são alguns deles.
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